Expansão de Ativos Ao final de Dezembro de 2011, os ativos do BNB apresentam saldos 11% maiores do que os do final de dezembro de 2010. Nos ativos do BNB também estão os recursos disponíveis do FNE (R$ 1.593 milhões) e os recursos comprometidos com operações de crédito daquele Fundo, ou seja, relativos a operações contratadas e que aguardam liberação (R$ 2.983 milhões). Os ativos totais estão representados principalmente por aplicações interfinanceiras de liquidez e títulos e valores mobiliários (51% em dez/2011, 49% em dez/2010), e em operações de crédito (45% em dez/2011, 47% em dez/2010). Em relação a dezembro de 2010, o crescimento nos ativos foi proporcionado, principalmente, pelos seguintes fatores: 1. Pela elevação de 53% nos saldos da carteira de crédito do Crediamigo (R$ 1.178 milhões em dez-2011, contra R$ 770 milhões em dez-2010); 2. Crescimento de 30% nos saldos de crédito à infra-estrutura, decorrentes, em parte, da valorização dos créditos indexados à variação cambial (dólar em 12,6% e UC-BID em 16,4%); 3. Elevação dos créditos de longo prazo, com recursos do BNDES e repasses do FNE. 4. Aumento nas aplicações financeiras e de títulos, como resultado do incremento em captações de depósitos, nas disponibilidades do FNE e dos recursos do Tesouro (instrumento híbrido de capital e dívida). Carteira de Crédito Ao final de Dezembro de 2011, os saldos devedores de operações de crédito do BNB, inclusive outras operações com características de operações de crédito, atingiram um volume de R$ 11.799 milhões, apresentando crescimento de 4,5 % em relação ao final de 2010 (R$ 11.288 milhões). Essas operações são classificadas em dois grupos: a) financiamentos; e b) empréstimos e títulos descontados de curto prazo e outros créditos. Os saldos de financiamentos cresceram 2,16% comparado a dezembro de 2010.
O crescimento experimentado ao longo do período é atribuído à atualização do saldo das operações. Destaca-se o crescimento verificado em: · financiamentos rurais e agro-industriais, com 25% de decréscimo em relação a dez/2010 (R$ 1.466 milhões em dez/2011,R$ 1.961 milhões em dez/2010); · financiamentos na infraestrutura, com 29% de acréscimo em relação a dez/2010 (R$ 1.849 milhões em dez/2011, R$ 1.426 milhões em dez/2010); · financiamentos na indústria, comércio e serviços, com 15% de acréscimo em relação a dez/2010 (R$ 1.969 milhões em dez/2011, R$ 1.717 milhões em dez/2010); e · refinanciamentos do Governo Federal, com 11% de decréscimo em relação a dez/2010 (R$ 474 milhões em dez/2011, R$ 533 milhões em dez/2010). Por sua vez, os saldos de empréstimos, títulos descontados e outros créditos, conforme pode ser visto no gráfico seguinte, tiveram crescimento de 6,9% comparados a dez/2010.
Destaca-se o crescimento verificado nas operações de: · crédito comercial, com 0,22% de acréscimo em relação a dez/2010 (R$ 3.538 milhões em dez/2011,R$ 3.530 milhões em dez/2010); · amortizações em aquisição de direitos creditórios, com decréscimo 38% em relação a dez/2010 (R$ 464 milhões em dez/2011, R$ 756 milhões em dez/2010); · crediamigo, com acréscimo de 53% em relação a dez/2010 (R$ 1.178 milhões em dez/2011, R$ 770 milhões em dez/2010); · crédito à exportação, com 2,6% de acréscimo em relação a dez/2010 (R$ 585 milhões em dez/2011,R$ 570 milhões em dez/2010); e · financiamento à importação, com 1.050% de acréscimo relação a dez/2010 (R$ 276 milhões em dez/2011, R$ 24 milhões em dez/2010). Ao final de dezembro de 2011, os saldos devedores de operações de crédito do FNE atingiram um volume de R$ 32,6 bilhões, apresentando um crescimento de 10% em relação a dezembro de 2010.
Os crescimentos observados nos saldos de crédito do FNE, quanto aos setores atendidos, foram os seguintes: · Rurais e Agro-industriais,1,3% em relação à dez/2010 (R$ 15,2 bilhões em dez/2011, R$ 15,4 bilhões em dez/2010); · Industriais, 19% em relação à dez/2010 (R$ 6,1 bilhões em dez/2011, R$ 5,1 bilhões em dez/2010); · Infraestrutura, 32% em relação à dez/2010 (R$ 5,8 bilhões em dez/2011, R$ 4,4 bilhões em dez/2010); e · Comércio e Serviços e à Exportação, 17% em relação à dez/2010 (R$ 5,4 bilhões em out/2011, R$ 4,6 bilhões em dez/2010). Lucros O resultado acumulado alcançado pelo BNB no ano 2011 foi de R$ 314,8 milhões, 0,38% superior ao do mesmo período de 2010. Os principais fatores que influenciaram o resultado do exercício foram os seguintes: 1. Incremento na Margem Financeira como resultado da ampliação da carteira de ativos, com destaque: para o crescimento em operações de longo prazo com recursos de repasses do BNDES e do FNE; e em operações de curto prazo no programa Crediamigo; para a redução de aprovisionamento de crédito em face, principalmente, dos efeitos positivos da aplicação das Leis de renegociação e remissão de dívidas de crédito rural; para a elevação no volume de Títulos e Valores Mobiliários e Aplicações Interfinanceiras com recursos provenientes de novas captações, de recursos disponíveis do FNE e de recursos do Instrumento Híbrido de Capital e Dívida; 2. Elevação da margem de crédito do FNE, correspondente à diferença entre as rendas com Del-Credere e as despesas com aprovisionamento de crédito. Foram realizadas, no entanto, provisões extraordinárias requeridas pelo BACEN através de seu Ofício GTRJA/Cosup-03/2011/77, de 22.12.2011, do Banco Central do Brasil, fundamentadas nas disposições do artigo 3° da Resolução CMN N° 2682, de 21.12.1999. Em face disso, o efeito de aprovisionamento de crédito, em 2011, foi 23,6% maior que em 2010, enquanto as receitas de Del credere cresceram 15,7% no mesmo período. 3. Elevação nas receitas de taxa de administração sobre fundos financeiros e de desenvolvimento administrados. Índices de Alocação de Capital e Rentabilidade ( Índice de Basiléia) O índice de Basiléia mostra a relação entre o Patrimônio Líquido de Referência de uma instituição financeira e o total de riscos assumidos em suas operações ativas, incluindo as garantias prestadas, riscos de mercado e riscos operacionais. No Brasil, a relação mínima exigida é de 11%. Quanto mais riscos estiver sujeito um banco, mais capital necessita. Essa lógica tem sido regulamentada por normas prudenciais específicas preconizadas no denominado Acordo de Basiléia e, progressivamente, implementadas no Sistema Financeiro Nacional. Pelas regras vigentes, a fórmula de cálculo do índice leva em consideração não somente os ativos expostos a riscos, mas também garantias prestadas, recursos comprometidos com operações de crédito e ainda não desembolsados, e parcelas referentes a riscos de mercado e riscos operacionais. Conforme demonstrado no gráfico abaixo, no final de outubro de 2011, o índice de Basiléia do BNB foi de 16,3% dez/2011 e 13,2% dez/2010. 




