O tema desenvolvimento, com todas as suas nuances, está cada vez mais presente às notícias do cotidiano. Nos últimos anos, a solidez da economia brasileira e a crescente melhoria dos indicadores sociais, sua face mais humana, deram fôlego ao poder público e à sociedade brasileira, não apenas para discuti-lo ou planejá-lo, mas para executar ações palpáveis.
Iniciativas relacionadas ao assunto libertaram-se do mundo das ideias. O desenvolvimento chegou às favelas, misturou-se ao dia-a-dia das periferias das grandes metrópoles e, na zona rural, deu esperança aos pequenos produtores, cuja expectativa era apenas a da subsistência.
Para grandes empresários, o desenvolvimento se materializou na robustez de nosso sistema financeiro, que saiu fortalecido da crise global devido, em grande parte, à ação imediata e consistente dos bancos públicos. A estabilidade, outra de suas vertentes, assegurou aos investidores que era possível acreditar em nosso País.
A sociedade brasileira respondeu, consolidando-se como um dos mercados mais atraentes aos olhos do mundo. Por fim, após longo caminho, o desenvolvimento, contrariando céticos, pousou nas páginas de periódicos nacionais e internacionais, e o Brasil deixou de ser “o país do futuro” para se tornar uma profícua realidade.
Os grandes projetos de infraestrutura, especialmente os relacionados à construção civil e à geração de energia, são o carro-chefe de 2010. A expectativa de geração de milhares de empregos e de aumento de consumo fazem deste ano um dos mais promissores da história.
Mas para que tudo se concretize é necessário um fator essencial ao desenvolvimento: o crédito. Nesse aspecto, o Brasil e, especialmente, a região Nordeste ainda têm muito a evoluir. A relação crédito/PIB, que em alguns países desenvolvidos ultrapassa 100%, em nosso País está em torno de 45%. Na Região, chega somente a 24%; ou seja, há ainda um enorme potencial a ser explorado e os benefícios futuros à população são evidentes.
Os efeitos do microcrédito orientado, por exemplo, de mãos dadas com o empreendedorismo dos nordestinos, fizeram milhares de pessoas cruzarem vitoriosos a linha de chegada contra a pobreza, em uma corrida já considerada perdida para muitos. Os financiamentos de grande monta fazem girar a roda da economia, resultando em emprego e renda. O crédito é igualmente bem-vindo ao setor de serviços, o que mais emprega e o que mais cresce na Região.
Nesse contexto, o Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional estimula a produção de reportagens que tratem com abrangência e profundidade da temática do crédito para o desenvolvimento. Cultura, educação e responsabilidade socioambiental compõem a miscelânea de assuntos a serem abordados. Interessa-nos, sobretudo, saber de quem são as iniciativas que têm ajudado a transformar a Região e quais os assuntos merecem ser discutidos em prol da sociedade nordestina, papel para o qual a imprensa, com todo o seu senso de observação e criticidade, tem participação essencial.