Histórico - Década de 1990 Histórico - Década de 1990

A história do Banco se confunde com a história da transformação do Nordeste.

1993

O Banco do Nordeste lançou oficialmente, em toda a Região, o Programa de Fomento à Geração de Emprego e Renda no Nordeste, inicialmente operando com recursos do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) e, a partir de 1994, também com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Executado com a colaboração dos governos estaduais, prefeituras, outras entidades públicas e instituições não governamentais, o programa apóia pequenos produtores do campo e da periferia das grandes cidades, visando integrá-los ao processo produtivo.

Firmado o convênio Banco do Nordeste/PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), para capacitação técnica e gerencial de cooperativas e associações, sob o enfoque do desenvolvimento local

1995

Inicia-se o maior processo de mudança já realizado no Banco do Nordeste, começando com o redesenho do processo de concessão de crédito, que assegurou maior agilidade nas operações, e com a reorientação da rede de agências, que passam a ter modelos diferenciados em função do mercado. Adota-se o modelo de gestão participativa, possibilitando que os funcionários se engajem na construção das mudanças na empresa, discutindo assuntos estratégicos que afetam sua atuação. Capacitação e modernização tecnológica recebem atenção especial: são oferecidas cerca de 6.500 oportunidades de treinamento, interno e externo; amplia-se a rede de comunicação de dados e são adquiridos microcomputadores de última geração, passando o Banco a contar, praticamente, com um micro por funcionário.

O Banco desenvolve intensa articulação com os governos estaduais e classes empresariais da região, ampliando o nível de parceria e incorporando em suas ações as prioridades econômicas estaduais, através de convênios e protocolos firmados em todos os Estados.

1996

O Banco do Nordeste introduz na região, em caráter pioneiro, o Agente de Desenvolvimento, de modo a estender sua presença a todos os municípios do Nordeste. O agente atua diretamente junto às comunidades, mobilizando e orientando os agentes produtivos locais, contribuindo para sua organização em entidades associativas, de modo a viabilizar o aproveitamento das vocações e potencialidades econômicas locais.

Os recursos injetados pelo Banco na economia regional, da ordem de R$ 2,5 bilhões, possibilitam a criação de 570 mil novas oportunidades de emprego

1997

Intensificam-se as ações que contribuem para a elevação do nível de emprego e renda na região. São lançados novos programas, como o CrediAmigo – Programa de Microcrédito do Banco do Nordeste, para atender microempreendedores com crédito rápido e fácil, e o FNE-Verde, de financiamento à conservação e controle do meio ambiente. O Banco reforça seu papel de elo entre capitais estrangeiros e as oportunidades de investimento no Nordeste, captando mais recursos e promovendo a Região no exterior. Nesse ano, o Banco aplica R$ 2,8 bilhões na economia nordestina, com a contratação de 287 mil financiamentos, que propiciam a geração de 667 mil novas oportunidades de emprego.

1998

O Banco continua expandindo sua participação no sistema bancário regional, e aplica no ano 1998 recursos superiores a R$ 3,2 bilhões. Cada vez mais, participa de eventos de promoção de investimentos, no Brasil e exterior, apresentando o Nordeste como oportunidade viável e segura para inversões privadas. O planejamento empresarial contempla também diversas ações que reforçam o caráter diferenciador da atuação do Banco, relacionadas com promoção de investimentos, pesquisas científicas e tecnológicas, capacitação dos agentes produtivos em gestão empresarial, consolidação dos pólos agroindustriais e de irrigação, fortalecimento das cadeias produtivas, intensificação das parcerias e expansão do programa de desenvolvimento local.

1999

Em meio à crise de mercados e bolsas, e da desvalorização do Real, o Banco concentrou esforços na estruturação da economia regional sob enfoque do desenvolvimento local, abrindo canais de respiração para garantir a manutenção dos investimentos realizados e, sobretudo, dos empregos gerados.

Foi lançado o Farol do Desenvolvimento, em todos os 1.873 municípios da área de atuação do Banco. O Farol do Desenvolvimento é um espaço aberto para discussões com as lideranças sobre a realidade local, objetivando diagnosticar a situação atual e desenvolver ações a partir de uma visão compartilhada do município, com organização e foco de atuação voltado para as oportunidades concretas de desenvolvimento do município. Com esse instrumento, o Banco reforçou a ação desenvolvimentista local e avançou na questão da cidadania, uma vez que o programa estimula a comunidade a decidir – e fazer – os caminhos de seu próprio desenvolvimento.

A área de atuação do Banco foi expandida para 1.955 municípios, incluindo-se o Vale do Jequitinhonha (MG) e o Norte do Espírito Santo. As experiências inovadoras do CrediAmigo e do Farol do Desenvolvimento deram ao Banco mais dois Prêmios Hélio Beltrão.