Centro Cultural Fortaleza - Artes Visuais Centro Cultural Fortaleza - Artes Visuais

ARTES VISUAIS

OUTUBRO/2017

 

EXPOSIÇÕES

 

Instalação: “O fazer cinema das artes visuais – performances fílmicas”

Curadoria: Beatriz Furtado

Dia 03, terça, ao dia 05, sábado, das 10h às 19h

 

A instalação é sobre a relação cinema-performance, estabelecendo alguns diálogos entre trabalhos artísticos de performances que se realizam como obras fílmicas. Reúne trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros como Milena Travassos, Fred Benevides, Filipe Acácio e Maya Watanabe (Peru). Todos trabalham com os campos das artes-performance, obras instaladas, em profundo diálogo com o campo do cinema. O interesse é propor um desenho expositivo que coloque em questão o fazer cinema das artes visuais. Algumas obras serão projetadas diretamente nas paredes das salas, a fim de produzir uma dimensão cinematográfica para o espaço expositivo, e outras em monitores de TV. É preciso compreender o que acontece com as obras fílmicas quando elas são produzidas para o circuito das artes. O que há na imagem em movimento que interessa ao artista.

Classificação Indicativa: Livre.

 

Exposição “Telas e Tons”, do artista plástico Betto Pereira

Abertura dia 10, terça, às 18h

 

O artista plástico Betto Pereira, dos botequins, Betto (que também é cantor e compositor) partiu para as bicicletas multicoloridas, que ganharam forma e movimento e tomaram as ruas de São Luís do Maranhão, a sua cidade cantada. A música, parceira inescapável, transformou-se em presença quase obrigatória com os seus instrumentos e personagens bailando no acrílico sobre tela. A pintura cresceu, as telas multiplicaram-se no tamanho e na inventividade.

“Telas & Tons”, esse conjunto expressivo de cores com o qual Betto Pereira debuta nas artes plásticas, representa a leitura de cenas que de alguma forma identificam-se com o universo onírico do menino aprendiz, autodidata e de forte personalidade, como a máquina fotográfica, o disco de vinil, a radiola de reggae, os pregoeiros, os barcos que singram a baía de São Marcos, o bumba-meu-boi, o pandeirão, o cazumbá, a gafieira, os papagaios de papel.

A essência da pintura de Betto Pereira está no movimento. Mas não é um movimento qualquer, abusado ou fora de contexto. Não é a velocidade da urbe, mas o movimento forjado na leveza que a vida nos cobra numa tarde de sábado, por exemplo. Quanto mais refestelado nas tradições, na cultura popular da sua aldeia, mais moderno Betto Pereira se espicha no traço. A coleção “Telas e tons”, assim como as tardes de sábado, é um convite ao contentamento.

E o artista Betto Pereira se consagrou no mundo das artes plásticas com a exposição Pedalando Cores no Museu Nacional de Belas Artes no Rio de janeiro. A exposição que inicialmente ficaria trinta dias se prorrogou por mais trinta e mais trinta, ficando na sala barroca italiana, no Rio de Janeiro, do dia 25 de novembro de 2014 a 01 de março de 2015.

Com essa essência Betto Pereira celebra 35 anos de música e 30 anos de artes plásticas com a exposição Telas & Tons.

Classificação Indicativa: Livre.