Centro Cultural Fortaleza - Artes Visuais Centro Cultural Fortaleza - Artes Visuais

ARTES VISUAIS

JUNHO/2017

 

EXPOSIÇÕES

 

A Flor da Pele

Artista: Marcelo Mendonça(BA)

Exibição até julho/2017

 

O artista mostra fotografias com símbolos idealizados e pintados sobre a pele de pessoas comprometidas com algum tipo de causa. Causas muitas vezes ligadas aos seus lugares de origem ou causas em que os modelos acreditassem, lutassem e militassem a favor de um futuro melhor. Assim imagens foram inspiradas por situações de risco sofridas por pessoas vítimas de descriminação por razões diversas.

Classificação Indicativa: 12 anos

 

Projeto para um Novo Mundo

Curadoria: Adolfo Montejo Navas

Exibição até julho/2017

 

Nada como uma época tumultuada de signos, símbolos e emblemas para reconhecer o bastidor imagético que tem as bandeiras, seu pertencimento e inscrição nas coordenadas da história, milenar ou recente. Algum dicionário – como o do poeta Juan Eduardo Cirlot – registra a sua genealogia, derivada da insígnia totêmica, e seu lugar alto e colocação elevada, correlato à exaltação imperiosa ou então signo de vitória e autoafirmação. Mas, além de ser uma ferramenta de educação sentimental, as bandeiras, como bem se sabe, também produzem fundamentalismos de todo tipo, sobretudo nacionais – aquele narcisismo da pequena diferença, como dizia Freud sobre os nacionalismos.

A série Projeto para um Novo Mundo “tem como conceito as alterações sociais pelas quais o planeta tem passado nas últimas décadas. Os processos migratórios, a fome, as guerras, as mudanças climáticas têm modificado substancialmente os mapas, as delimitações de fronteiras, o acirramento das questões ideológicas e a intolerância como princípio predominante nas relações entre os povos”, aponta o próprio artista, para sinalizar o território abissal em que cada vez mais se inserem as bandeiras, com sua simbologia de outrora. Aliás, o dilema delas talvez seja o fato de que a geografia política de onde emergem – assim como a sua correspondência social – encontra-se em parte em suspenso, litígio, mutação, como o anúncio de um desequilíbrio histórico – sempre maior que estético – que qualquer ar da época altera, conduz a revisar ou contemplar com outro olhar.

As desbandeiras de Julio Leite prometem outro horizonte sígnico que desloca as convenções nacional/local/global – a globalidade imaginada, como diria Néstor García Canclini – e, em consequência, o costume de nossa inércia. Faz parte de uma sinalética em xeque, em crise de representação: o regurgitado conflito nação-mundo, ainda tão vivo e ferido quanto latejante.

Classificação Indicativa: livre