Notícias sobre Inovação

22/04/2019 | Programa do Banco do Nordeste impulsiona cultivo de mandioca no extremo sul da Bahia

A expectativa é de crescimento de 40% da produção em quatro anos

Salvador, 22 de abril de 2019 - O Banco do Nordeste, por meio do Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), tem fomentado a cultura da mandioca no Território de Identidade do Extremo Sul da Bahia. O objetivo é aumentar a produtividade da cultura em 40% no período de quatro anos. Para alcançar a meta, foram realizadas implantação de unidades demonstrativas, capacitações, assistência técnica e financiamento.

Atualmente, o BNB tem 71 projetos do programa em andamento no seu território de atuação que compreende a Região Nordeste e norte de Minas Gerais e Espírito Santos. Na Bahia, são onze projetos nos territórios: Polo do Sertão do São Francisco, Bacia do Rio Grande, Irecê, Litoral Sul, Recôncavo, Sertão Produtivo, Sisal, Vitória da Conquista, Médio Rio de Contas, Piemonte Paraguaçu e Extremo Sul da Bahia.

O cultivo da mandioca já demonstra crescimento em seus investimentos. Em 2018, o BNB contratou, em toda a sua área de atuação, R$ 69 milhões, em 11 mil operações voltadas a mandiocultura. O valor representa aumento de 32% em relação ao ano anterior quando foram contratos R$ 52 milhões. Na Bahia, foram destinados R$ 11 milhões para o setor, acréscimo de 37% comparado aos R$ 8 milhões aplicados em 2017.

As ações do programa, desenvolvidas pelo Plano de Ação Territorial (PAT), também já colhem frutos. Foram inauguradas no município de Alcobaça três farinheiras sustentáveis com manipueira totalmente reaproveitadas que evitam a degradação do solo tornando-se o Centro de Referência em Mandiocultura do Extremo Sul da Bahia. Como parte das melhorias, foram implantados 15 maniveiros, sete unidades demonstrativas, um maniveiro-guardião e entregues 68 mil mudas de variedades indexadas no território.

A conselheira do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável de Itamaraju e integrante da rede Educomunicativa do Território do extremo Sul, Margareth Brito, acredita que o Prodeter uniu a sociedade, os setores públicos e privados para contribuir além do desenvolvimento econômico da Região. "A farinha da mandioca produzida em nossa região com as farinheiras sustentáveis, além de saborosa, também ajuda o meio ambiente", relatou.

A agente de desenvolvimento do BNB Araildes Ribeiro é a responsável pelo Programa nessa área, segundo ela o PAT mandiocultura veio fortalecer a atividade com a proposta de aumentar a produtividade e também agregar e fortalecer a presença dos parceiros e entidades que integram o projeto de desenvolvimento. “A iniciativa trouxe brilho no olhar do agricultor, também dos técnicos que estão envolvidos e valorizados, e das entidades que precisavam de uma oportunidade para colocar os seus projetos em ação", frisou.

O Comitê Gestor do Território é formado por representantes dos municípios de Alcobaça, Caravelas, Ibirapuã, Itamaraju, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa, Prado e Teixeira de Freitas. Para desenvolver as atividades, o Território conta com a participação do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), secretarias municipais de agricultura, Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Embrapa Mandioca e Fruticultura, Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Cooperativa do Vale do Itaitinga (Cavi), Fibria Papel e Celulose, Polímata Soluções Agrícolas e Ambientais, Instituto Biofábrica de Cacau, sindicatos de agricultores familiares, cooperativas e associações do Estado da Bahia.

Prodeter

O objetivo do Prodeter é a estruturação de atividades econômicas específicas com o fortalecimento das cadeias produtivas. O programa envolve qualificação, seleção de municípios, definição da atividade econômica a ser estruturada, construção de plano de ação territorial, pesquisa de campo, monitoramento e avaliação dos resultados. A iniciativa também prioriza a incorporação de inovações tecnológicas, promoção do financiamento integrado e orientado e melhoria das condições de vida da população regional.

23/04/2019 | Investimentos do Banco do Nordeste em cafeicultura crescem 73%

Fortaleza, 23 de abril de 2019 – Consolidado na posição de maior produtor mundial de café, o Brasil obteve safra recorde em 2018, com produção 37% maior que a do ano anterior, segundo informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Banco do Nordeste, alinhado com as perspectivas do mercado cafeeiro, incrementou em 73% os investimentos no setor ano passado. Foram aplicados R$ 301,8 milhões por meio de 2,7 mil operações.

Os bons resultados colhidos em 2018 são creditados principalmente a inovações tecnológicas nos cultivos. Na área de atuação do Banco do Nordeste, que inclui os nove Estados nordestinos e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, as inovações passam pela instalação de sistemas de irrigação, implantação de variedades de grãos mais resistentes a pragas e mais tolerantes a estresse hídrico. Esses investimentos tornam-se ainda mais relevantes diante das evidências de que a elevação das temperaturas, decorrentes das mudanças climáticas, podem afetar a produção de café. Entre as consequências está a redução das áreas aptas ao cultivo do grão, como aponta o Panorama Setorial do Café, editado pelo Escritório Técnico de Estudos do Nordeste (Etene), disponível em http://bit.ly/2IJkT0u.

O Banco do Nordeste tem apoiado iniciativas de aprimoramento tecnológico para que a cafeicultura continue crescendo no Semiárido. Dessa maneira, o Banco realizou, em 2018, mais de 1,7 mil operações de crédito e aplicou cerca de R$ 59 milhões nesse perímetro. Bahia e Minas Gerais são Estados com maiores áreas de cultivo de café no Semiárido. Nessas condições, também são identificadas pequenas áreas de dedicadas à cafeicultura no Ceará e em Pernambuco.

Produtores de pequeno porte receberam 98,3% do crédito ofertado à cafeicultura pelo BNB em 2018.  “O Banco do Nordeste tem sido apoiador de pequenos produtores de café, cumprindo seu papel social e econômico de banco de desenvolvimento. O financiamento da inovação constitui-se em ação importante para melhorar a rentabilidade das lavouras e para a superação de desafios do setor”, afirma Maria Simone de Castro Pereira Brainer, engenheira agrônoma da instituição.

04/04/2019 | Financiamentos à inovação crescem 33,4% no Banco do Nordeste

Fortaleza, 4 de abril de 2019 - O Banco do Nordeste investiu R$ 750,53 milhões em projetos de investimento em inovação ao longo de 2018. As aplicações utilizam recursos do Fundo Constitucional de Financiamento (FNE Inovação) e representam crescimento de 33,4% em relação ao aplicado em 2017. O FNE Inovação tem como objetivo promover a inovação em produtos, serviços, processos e métodos organizacionais de empreendimentos atendidos na área de atuação do Banco do Nordeste (região Nordeste e norte de Minas Gerais e Espírito Santo).

No setor rural, a linha de crédito financia projetos para inovação tecnológica nas propriedades rurais, contemplando operações de investimento e custeio produtivo. Já nos setores não rurais, são beneficiados projetos direcionados à implantação, expansão, modernização, reforma e relocalização de empreendimentos. Também são contemplados a elaboração de estudos ambientais, bem como os investimentos estabelecidos nas condicionantes das licenças ambientais, associados ao projeto de inovação.

São diferenciais de nosso financiamento o prazo de reembolso que pode se estender até 15 anos, incluídos até cinco anos de carência, mais a possibilidade de financiamento de até 100% do empreendimento, a taxa de juros menor e o bônus de adimplência”, destaca o presidente do BNB, Romildo Rolim.

 

Fundeci

O Banco do Nordeste apoia também projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com recursos não reembolsáveis, por meio do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci). O Fundeci diminui o risco inerente à inovação, permitindo a subvenção econômica como mais uma modalidade de apoio financeiro para o aumento da produtividade e promoção da competitividade das empresas da Região.

Em 2018, o BNB lançou o edital Fundeci 02/2018 – Subvenção Econômica para Inovação em Empresas da Região Nordeste, voltado especificamente para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e de inovação, com foco em micro e pequenas empresas regionais. No total, 127 projetos participaram do processo, dos quais 27 foram selecionados.

 

Hubine

O Banco do Nordeste também dispõe do Hub Inovação Nordeste (Hubine), criado para atuar como catalisador da melhoria de processos, produtos e serviços do Banco, por meio de políticas e diretrizes para a gestão da inovação e do fomento à cultura da inovação interna, proporcionando oportunidades ao empreendedorismo inovador regional.

Com unidades em Fortaleza e Salvador, o Hubine facilita a conexão entre academia, governo e sociedade no âmbito da inovação. O coworking abriga 16 startups residentes, o que contribui para estreitar ainda mais os vínculos de cooperação entre Banco do Nordeste e empresas inovadoras do mercado de sua área de atuação.

Desde a sua criação, em 2016, o Hubine já promoveu troca de experiências com mais de 180 startups, mais de 90 eventos de capacitação em tecnologias inovadoras, alcançando um público de mais de 2,7 mil pessoas.


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