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19/09/2018 | As 25 startups mais desejadas do Brasil, de acordo com o LinkedIn

Publicado em 19/09/2018

Por Tainá Freitas - Startse

 

O LinkedIn – rede social focada em conexões e negócios -, publicou, nesta terça-feira (18), seu ranking das 25 top startups de 2018, ou “as startups mais desejadas no Brasil”. As startups foram avaliadas de acordo com o crescimento do número de funcionários, engajamento, interesse em empregos e atração dos melhores talentos.

O crescimento do número de funcionários foi medido através do aumento do percentual de número de pessoas em um ano, que deveria ter o mínimo de 15%. Já o engajamento foi medido através do número de não-funcionários que veem e seguem a página das empresas (ou de seus colaboradores) na rede social. Já o interesse em empregos é medido através do número de pessoas que visualizam as vagas e se candidatam a elas. Já a atração dos “melhores talentos” corresponde ao número de funcionários recrutados de empresas que estão em outra lista da rede social – a LinkedIn Top Companies.

Para entrarem na lista, as startups deveriam ser independentes, ter 50 funcionários ou mais, sede no país e o máximo de sete anos de idade. No Brasil, as empresas que mais se destacaram foram as fintechs – 13 das 25 startups que estão na lista têm, em seu modelo de negócios, soluções para o mercado financeiro.

Confira a lista:

1 - Nubank

O Nubank foi considerado pelo LinkedIn a startup mais desejada do Brasil. A fintech oferece soluções financeiras – como cartão de crédito e conta de pagamentos – gratuitas ou com taxas menores do que os bancos tradicionais, com um serviço 100% digital. A startup atingiu o valuation de US$ 1 bilhão neste ano – ou seja, se tornou um unicórnio. Segundo a pesquisa, o Nubank possui 1.111 funcionários, tendo contratado mais de 800 profissionais no período de um ano (de 1 de julho de 2017 até 30 junho de 2018) e com intenções de abrir mais 200 oportunidades em finanças e engenharia até meados de 2019.

2 - Creditas

A Creditas oferece empréstimos com juros mais baixos ao utilizar um modelo digital de crédito com garantia. Ao oferecerem um imóvel ou um carro quitado como garantia de pagamento, as taxas iniciais disponibilizadas são de 1,15% e 1,49%, respectivamente. A fintech possui 468 funcionários e espera aumentar sua receita em 600% neste ano devido à procura de crédito, segundo o LinkedIn.

3 - GuiaBolso

O GuiaBolso é um aplicativo de gestão de finanças no qual os usuários podem vincular suas contas bancárias e cartões de crédito, tendo uma análise real e completa de quais são seus maiores gastos e saúde financeira. A startup também auxilia na contratação de empréstimos com preços competitivos através de parceiros. Segundo o LinkedIn, a fintech conta com 192 funcionários e pretende escalar sua quantidade de parceiros de crédito, além de trazer dicas financeiras personalizadas através de inteligência artificial.

4 - Docket

A Docket é uma lawtech que propõe facilitar a gestão de documentos jurídicos através de machine learning, diminuindo o tempo com a busca e análise de documentos. Segundo a pesquisa, a startup cresceu 300% e quadruplicou seu time de colaboradores no último ano – hoje a empresa conta com 95 funcionários. Além disso, a startup ainda planeja contratar mais 100 colaboradores em tecnologia, produto e vendas.

5 - Stone Pagamentos

A Stone Pagamentos é uma fintech focada em soluções de terminais de pagamento – as “maquininhas”. A startup oferece consultores e controle de vendas, além de propor “melhores condições de taxas”. Segundo o LinkedIn, a startup tem 1.954 funcionários, além de planejar uma abertura de capital na NYSE, bolsa de valores de Nova York.

6 - QuintoAndar

A QuintoAndar é uma startup que permite a locação de um imóvel totalmente pela internet, sem a necessidade de seguro-fiança – no caso, é a própria startup que arca com os custos. Criada em 2013, hoje a startup conta com 350 colaboradores e, segundo a pesquisa, pretende dobrar seu número de funcionários em 2019.

7 - CargoX

A CargoX conecta motoristas de caminhão com empresas, aproveitando espaços ociosos em viagens de retorno para transportar cargas. Dessa forma, os custos diminuem para os clientes e os motoristas possuem maior demanda. Segundo a pesquisa, a startup possui 250 funcionários e planeja contratar 350 pessoas até julho de 2019.

8 - Loggi

A Loggi oferece entrega expressa em grandes cidades, utilizando tecnologias como inteligência artificial e Big Data para realizar a roteirização das viagens, permitindo que clientes acompanhem o trajeto das entregas. A startup conta com 380 colaboradores, segundo o LinkedIn, e pretende abrir mais 250 vagas até julho de 2019.

9 - One Cloud Solutions

A Sky.One é uma startup que oferece soluções de computação em nuvem para empresas, realizando desde migrações de sistema à consultoria com gestão de dados. Hoje, a startup conta com 75 funcionários e planeja continuar crescendo em receita. Segundo o LinkedIn, entre 2016 e 2017, a receita da startup cresceu 126%.

10 - Hotmart

A Hotmart é uma plataforma para hospedagem de cursos online, podcasts, entre outros conteúdos de variados temas. Segundo a pesquisa, a startup conta com 315 funcionários e 1 milhão de afiliados. A empresa foi criada seguindo o método de bootstrapping e recebeu investimento em 2013.

11 - MaxMilhas

A MaxMilhas realiza a conexão de pessoas que desejam comprar passagens aéreas entre as que desejam vender milhas, disponibilizando passagens com desconto para os compradores. A startup permite a compra dos bilhetes na própria plataforma. Segundo o LinkedIn, a MaxMilhas já negociou mais de 12 bilhões de milhas e deve emitir 2 milhões de passagens até o final deste ano. Ainda segundo a pesquisa, mais 100 novas vagas deverão ser abertas na startup até julho de 2019.

12 - Zoop

A Zoop é uma fintech que auxilia que outras empresas criem suas plataformas de pagamento, permitindo que efetuem cobranças e gerenciem recebíveis. As ferramentas oferecidas pela startup permitem que as empresas deem a própria identidade visual às plataformas. Segundo o LinkedIn, a Zoop conta com 85 funcionários e planeja crescer 10 vezes ainda este ano – principalmente após receber um aporte de US$ 18 milhões da Movile.

13 - Mandaê

A Mandaê é uma startup que realiza toda a logística de entrega que requer um e-commerce, por exemplo. A startup coleta as encomendas, realiza a roteirização das rotas e efetua as entregas, concorrendo diretamente com serviços como o Correios. Neste ano, a startup recebeu investimento de US$ 7,1 milhões e conta com 120 colaboradores, segundo a pesquisa.

14 - Beblue

A Beblue é uma fintech que promove o cashback – os consumidores recebem uma porcentagem do dinheiro de volta nas compras realizadas em estabelecimentos parceiros. O cashback pode ser utilizado inclusive em novas compras nos estabelecimentos. Neste ano, a startup lançou sua carteira digital, que superou o rendimento anual da poupança, e conta com 427 funcionários.

15 - MindMiners

A MindMiners é uma startup de pesquisa que utiliza a tecnologia para agilizar o tempo de respostas. Hoje, a empresa conta com 48 funcionários. Segundo o Linkedin, a startup possui um onboarding diferenciado: os novos colaboradores são desafiados a construir projetos com a ferramenta para viver a experiência do consumidor logo no início.

16 - Mercado Bitcoin

O Mercado Bitcoin é exchange de criptomoedas – uma “corretora” que realiza a negociação de moedas virtuais, como o Bitcoin. Hoje, segundo o LinkedIn, a startup conta com 102 funcionários e pretende dobrar o número de colaboradores em TI e segurança da informação, além de investir R$ 10 milhões nessas áreas ainda em 2018.

17 - Vindi

A Vindi é uma fintech com soluções de pagamento e cobrança para outras empresas. A startup possui uma API que facilita a adoção de diversas formas de pagamento, além de disponibilizar cobranças a partir de SMS. De acordo com o LinkedIn, a Vindi possui 100 colaboradores e dobrou de tamanho em 2016 e 2017.

18 - Conta Azul

A fintech atua na gestão financeira de pequenas empresas, atuando no fluxo de caixa a integrações bancárias e contábeis. A Conta Azul ainda atua como um intermediador entre empresas e contadores, permitindo o envio de documentos digitalmente. A startup recebeu um aporte de R$ 100 milhões neste ano e pretende encerrar este ano com 500 funcionários, contando com 370 colaboradores até então, segundo a pesquisa.

19 - Nibo

A fintech realiza a gestão financeira de empresas através de software. Além disso, a Nibo também realiza a integração com contadores, permitindo a troca de mensagens e oferecendo soluções também para os escritórios. A startup conta com 105 colaboradores, segundo o LinkedIn, e recebeu um aporte de R$ 20 milhões.

20 - Rock Content

A startup oferece estratégias de marketing para outras empresas, buscando o impulsionamento de vendas e menor custo na geração de leads. A startup possui 340 funcionários entre a sede em Belo Horizonte e o escritório no México e, segundo a pesquisa, dobrou seu faturamento no ano passado.

21 - Geru

A fintech oferece empréstimos pessoais e consignados de R$ 2 mil a R$ 50 mil totalmente online e a preços competitivos - suas taxas variam de 1,88% e 5,02% ao mês, com prazos de pagamento de 12 a 36 meses. Segundo a pesquisa, a Geru conta com 117 colaboradores e foco em diversidade na contratação de funcionários – hoje, as mulheres são maioria nas posições de gestão da startup.

22 - Amaro

A Amaro é um e-commerce de roupas femininas que fez o caminho inverso ao convencional: ela abriu 13 pontos de vendas físicos após o online. Além de utilizar tecnologia nas vendas, a startup também utiliza a tecnologia em sua cadeia logística de entregas. Segundo o LinkedIn, a startup possui 360 funcionários e dobrou seu faturamento em 2017.

23 - EBANX

A fintech possibilita a realização de compras em sites estrangeiros com formas de pagamento diferentes do cartão de crédito internacional, como, por exemplo, o boleto. Segundo o LinkedIn, a startup conta com 383 funcionários e deseja aumentar em 67% o valor transacionado na América Latina neste ano.

24 - Contabilizei

A Contabilizei é uma fintech que oferece serviços online para trabalhadores autônomos e pequenas e médias empresas. A startup oferece desde conteúdos explicativos sobre impostos à relatórios contábeis e foi considerada uma das empresas mais inovadoras da América Latina pela Fast Company, em 2017. Segundo a pesquisa, a fintech conta com 205 colaboradores.

25 - MODERN Logistics

A MODERN Logistics utiliza aviões para realizar o transporte de cargas no Brasil. A startup conta com a própria frota aérea, transporte terrestre e armazenagem. Segundo o LinkedIn, a Modern conta com 157 funcionários, possui quatro aviões cargueiros e pretende ampliar este número para 18 aeronaves em 2021.

 

Link original da matéria:

https://startse.com/noticia/ranking-startups-linkedin

 

13/09/2018 | “Para inovar, tenho que ter os pés no chão, no hoje, e a cabeça no futuro”

Publicado em 12/09/2018

Por Marina Audi - Projeto Draft

 

Ele nasceu em São Paulo, mudou-se para Salvador aos cinco anos e por lá ficou até os 34. Dali, voltou para sua cidade natal com o status de diretor do banco Excel-Econômico. Hoje, o economista Luca Cavalcanti, 56, é um dos diretores-executivos do terceiro maior banco do Brasil, o Bradesco, e recebeu o Draft no ambiente mais solto e moderno da organização: o espaço de co-inovação Habitat, inaugurado há seis meses e que já reúne 160 startups e 60 empresas.

Luca Cavalcanti chegou ao Bradesco em 2003. Atualmente, está na diretoria de Pesquisa, Inovação e Canais Digitais. Ao seu comando estão projetos e iniciativas disruptivas como o Next – banco 100% digital lançado em 2017 e que já possui 260 mil contas correntes abertas – e o inovaBra – ecossistema criado para promover a inovação dentro e fora do Bradesco, formado por oito programas, entre eles aceleração de startups e desenvolvimento de Inteligência Artificial.

“Tudo isso aconteceu porque o banco fez investimentos significativos em TI, durante cinco anos, para que tivéssemos uma plataforma aberta, no conceito de Open Banking, que provesse uma arquitetura de sistema com condições de ter evoluções importantes como a BIA (Bradesco Inteligência Artificial) e de construirmos o Next em um ano através de APIs”, diz Luca. Leia, abaixo, os melhores trechos da conversa que resgata o que foi e o que será o futuro da inovação nos serviços financeiros do banco.

 

Você trabalhou muito tempo com produtos e serviços bancários. Acompanhou de perto tanto a transformação do mercado brasileiro como as transformações tecnológicas. Como foi isso?

Tenho uma carreira bancária de 35 anos. Em 1982, aos 18, entrei no Banco Econômico. Naquela época, os hardwares eram os computadores. Não existiam ainda os computadores pessoais. É importante falar isso para as pessoas entenderem que aquele mundo não era digital, mas era uma coisa nova. Os computadores geravam grandes relatórios, muito distantes da necessidade do negócio. Mais adiante, houve dois momentos interessantes no mundo bancário. O primeiro foi o surgimento do banco de varejo. O segundo, o movimento de automação bancária, que deixou de ser escriturada para ser feita pelo computador, já com os terminais de caixas automáticos. Isso gerou a necessidade dos bancos mudarem.

 

Como eram criados os produtos bancários naquela época?

No varejo, tudo era novo. Tinha uma dinâmica diferente daquela do banco “contador”, com produtos mais básicos.

Tive de entender o novo momento e trazer inovação. O que eu fazia não se chamava “inovação” na época, mas “forma diferente de fazer banco”

Nós lançamos o primeiro cartão múltiplo do mercado brasileiro, o crédito com débito, em parceria com os bancos BCN, Bamerindus e American Express. Depois, veio a primeira conta de investimento com débito automático, quer dizer, fazia-se investimento e debitava-se automaticamente. Havia, e ainda há, um problema grande que era o atendimento ao aposentado. Então, criamos um atendimento com hora marcada para eles não pegarem fila. Fomos rompendo a forma tradicional de servir e criar produtos na relação bancária. Sempre gostei de enfrentar esse tipo de desafio e buscar a mudança com a organização.

 

É mais fácil construir bons produtos e serviços ou construir boa comunicação para eles?

O Bradesco tem essa coisa da inovação desde sempre, inovar junto com seu corpo funcional, seja pelo desafio de estar à frente ou para buscar tecnologias novas, tanto para melhor performance ou para melhor atendimento ao cliente. Dois exemplos são a implantação do primeiro ATM (autoatendimento) e do primeiro banco pela internet do país.

Em relação à comunicação, o slogan do banco sempre traz o que está na essência da organização. Como curiosidade, à época da minha chegada, o slogan era “colocando você sempre à frente”. Isso era importante porque, realmente, o banco colocava o cliente nessa posição. Na sequência, construímos um projeto interessante de comunicação, que entendia o banco como sendo completo. (A campanha “Completo” ajudou o Bradesco a se tornar a marca mais valiosa do Brasil, de 2006 a 2009, segundo a consultoria Brand Finance). Em cima desse posicionamento, criamos uma comunicação que deu destaque para a segmentação do banco – que já tinha área de Corporate, Empresas, Prime e Bradesco Agência –, mas não era percebido como tal.

Em 2007, por exemplo, fizemos a ação de comunicação com a Fundação Bradesco, com impressão e distribuição do livro “120 razões para ser cliente completo” e lançamos o Banco do Planeta (área dedicada a centralizar os projetos e ações socioambientais da instituição). Tem todo um conjunto de ações que nortearam a comunicação do banco até desenvolvermos o posicionamento “Presença”, em 2009, quando chegamos a todos os municípios do Brasil.

 

Em 2009, você assumiu a Diretoria de Canais Digitais. Qual era a dimensão da área então?

Canais Digitais sempre teve um protagonismo e o Bradesco investiu muito dentro desse contexto. O que houve foi uma mudança exponencial de tecnologia, a partir de 2008, com a transformação dos celulares.

O smartphone trouxe a oportunidade de se ter, com o mesmo aparelho, uma mudança constante da experiência e do serviço que se presta

Isso mudou a forma, o conceito e o olhar pelo prisma do universo digital. Antes do smartphone, tínhamos no ATM, no contact center do Fone Fácil e na internet canais sofisticados para a época.

 

Em termos práticos, o que mudou de lá para cá?

O banco começou a perceber a interconexão entre os canais, o que mais tarde veio a ser chamado de multicanal ou omnichannel. E ser multicanal passou a ter um significado maior na vida das pessoas. Os canais alternativos passaram a ser canais principais. Depois, veio a descoberta do uso da internet em casa, primeiro com os computadores de mesa e, depois, na palma da mão com o celular. No Fone Fácil, teve a implantação da URA (Unidade de Resposta Audível é um aparelho eletrônico que reconhece tarefas de telefonia tais como atender, discar, desligar, reconhecer dígitos) e mais recentemente a vinda do comando de voz no celular, usando a Siri, que permitiu ao canal ter diversos serviços que substituem a necessidade do cliente ir à agência.

 

Ao falar dos novos canais é inevitável abordarmos a BIA – Bradesco Inteligência Artificial. Como ela funciona?

Estamos com a BIA funcionando há dois anos e só agora fomos para a mídia com um comercial. Para os nossos clientes, ela existe há um ano, no aplicativo do banco. Assim, já tivemos 24 milhões de conversas com a BIA. O maior potencial estratégico da inteligência artificial é a quantidade de conversas com o cliente, porque cada uma delas gera uma base de conhecimento. Então, nosso segredo estratégico foi criamos bases de conhecimento.

Começamos a ensinar a BIA com o que os próprios funcionários não sabiam. Esse foi nosso maior acerto em relação aos concorrentes

A BIA é agnóstica, mas ela usa o Watson da IBM, como principal fornecedor. Hoje, é vendida pela IBM como referência para o setor bancário mundo afora, porque ninguém tem a escalabilidade que nós atingimos.

 

De onde partiu o conceito de uso de IA na organização?

Lá atrás, entendemos que a IA poderia ser iniciada por vários caminhos, um deles era o aconselhamento de clientes. Mercados financeiros do mundo todo fizeram assim. Mas nós olhamos para o ambiente e para tecnologia que tínhamos e entendemos que havia um problema, uma dor latente que era como atender as necessidades de nossos funcionários com o tamanho que o banco estava.

Tínhamos quase 100 mil funcionários espalhados pelo país e existia a dificuldade de fazermos o atendimento a eles, internamente, para procedimentos e processos administrativos de produtos e serviços. Então, criamos nos computadores das agências e dos departamentos um chat simples da BIA, na tela da intranet. Até hoje, o funcionário abre a tela da BIA, faz uma pergunta e recebe a resposta. Essa dinâmica simples foi disseminada para todos os nossos funcionários e trouxe indicadores importantes. As pessoas que antes atendiam as agências de forma centralizada no contact center foram trazidas para uma área batizada de CEBIA – Centro de Excelência Bradesco Inteligência Artificial, que é a área que ensina a BIA. O foco inicial era levar conhecimento – perguntas e respostas – para 60 produtos. Assim, quando decidimos abrir para o cliente, já tínhamos base de quase 70 produtos, com uma linguagem para o funcionário. Aí, preparamos aquela base para também terem respostas para clientes, com termos comerciais e de negócios e não só respostas de processos.

 

Em que ponto de maturação a BIA está hoje?

O volume de intenções, que é a “vontade” de fechar uma transação, triplicou depois da publicidade. Em interações-dia com clientes já estamos chegando a 192 mil, com variação entre 83 e 85% de satisfação na experiência. Toda interação com a BIA fecha com um pedido de feedback. Se o cliente dá uma estrela, eu adoro porque vai imediatamente para o pessoal da CEBIA, que precisa ensinar a BIA a responder certo em até 24 horas. Quando é urgente, ela até acelera isso. E esse processo é contínuo. No Next, a BIA representa 85% do atendimento. Quando a pergunta vem de um cliente, através de chat, é a BIA quem responde. E em 85% das vezes é ela quem resolve. Já passamos a ter um trabalho desenvolvido para transações através da BIA dentro do Bradesco Celular. Para o processo transacional isto é uma evolução sem limites. Começamos com transações menores e estamos evoluindo de forma importante dentro do nosso app. Estamos evoluindo também com a BIA no WhatsApp para clientes que não têm gerente, caso das contas do Next, por exemplo.

 

E qual é o futuro próximo da BIA?

A IA passou a ser parte do nosso trabalho. No passado olhávamos o produto para depois olhar o canal e implantar para o cliente. Hoje, olhamos primeiro a experiência do usuário. Ela norteia o desenvolvimento do canal e do produto. O aprendizado novo também nos permite explorar o território da voz, pouco utilizado no Brasil, mas que vem com muita intensidade. O que acontecerá muito em breve é a evolução para a BIA responder com voz. Nessa primeira etapa, a BIA poderá ter a voz que está dentro do nosso ambiente ou poderá entrar com a voz da Siri, cuja próxima versão virá com a capacidade de emular vozes de outras plataformas. Isso vai abrir oportunidades e formas diferentes para que a BIA e a IA tragam novas habilidades para desenvolvermos a relação com o cliente no ambiente da voz e do texto, de forma mais humana, com mais pessoas envolvidas.

Não existe inovação só pela tecnologia. A inovação vem pelas pessoas e a BIA comprovou isso no Bradesco

Estamos pensando nas relações através do mundo novo, que pode estar em qualquer lugar e não apenas em seu celular, mas na cabeceira de sua cama, em outros devices que vão surgir.

 

O que o Bradesco busca com o inovaBra? Como surgiu essa ideia e em que estágio ela está?

O inovaBra surgiu em 2012. Tínhamos inovações em várias áreas do banco, mas entendemos que a inovação vai além das áreas. Ela vem com a organização e através das pessoas. Com esse olhar, criamos polos de inovação, que hoje é o InovaBra Polos. Este é o primeiro e mais importante programa do ecossistema, porque reúne seis áreas de negócio do banco – Agência do Futuro, Seguros, Produtos e Serviços, Canais, Meios de Pagamento e Backoffice. A inovação precisa vir com o cheque, com a compra de quem representa o cliente. Depois, veio InovaBra Inteligência Artificial. Na sequência, o InovaBra Startups, programa de inovação aberta, que busca novos modelos de negócio aplicáveis ou adaptáveis aos produtos e serviços da organização, e também o InovaBra Ventures, programa de corporate venture que dispõe de 100 milhões de reais em um fundo para investir nas startups.

Também criamos o inovaBra Algoritmo, que não está no site, mas fez uma disseminação de conhecimento através de ciência de dados para que o banco passasse a usar algoritmos em todas as suas áreas. Aí, surgiu a necessidade de olhar para fora, que é o InovaBra Internacional, um radar global conectado aos principais polos de inovação do mundo, para termos gente em Nova York e Londres, com um consórcio de dez bancos não concorrentes. Criamos o InovaBra Habitat, um centro de inovação colaborativa, para conectar os pontos. E como precisávamos testar e homologar todas as ideias, fizemos o InovaBra Lab, um laboratório que centraliza outros 16 existentes nas áreas de tecnologia e negócio do Bradesco para acelerar o processo de homologação a partir de um modelo colaborativo.

 

Grandes empresas tendem a ser conservadoras para preservar aquilo que já conquistaram. Como inovar num ambiente assim?

Tenho de ter os pés no chão, no hoje, e a cabeça no futuro. E isso norteia muito o que fazemos de fato

Ao longo da história, o banco sempre esteve pensando à frente, em como viabilizar, mas com o pé no presente, porque tem de entregar o aqui e agora de forma pragmática. Como toda organização, temos de olhar o resultado, a entrega e o acionista. Se conseguimos antecipar o futuro, certamente antecipamos a história.

Link original da matéria:

https://projetodraft.com/para-inovar-tenho-que-ter-os-pes-no-chao-no-hoje-e-a-cabeca-no-futuro/

13/09/2018 | Parceria com startup levará carnês das Casas Bahia para o celular

Publicado em 12/09/2018

Por Folhapress - Jornal Diário do Nordeste

Os carnês das Casas Bahia vão ser também digitais.

Leia a matéria completa no link:

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/mobile/cadernos/negocios/online/parceria-com-startup-levara-carnes-das-casas-bahia-para-o-celular-1.1999027

13/09/2018 | Duas irmãs do Ceará criaram um negócio para resolver o problema da exploração dos agricultores familiares

Publicado em 10/09/2018

Por  Alessandra Balles - Revista Claudia

 

Duas irmãs do Ceará criaram um negócio para resolver o problema da exploração dos agricultores familiares e do custo excessivo dos alimentos orgânicos. E foi uma motivação comum a muitas mães que fez com que a empresa começasse. “Quando meu filho nasceu, não consegui amamentá-lo. Então decidi que daria a ele a melhor alimentação possível”, conta Priscilla Veras. Ela começou a pesquisar sobre o assunto e, em 2016, abriu o negócio em parceria com a irmã, Déborah Veras. “Eu assessorava grandes executivos, mas buscava algo que me desse prazer e ajudasse a mudar a vida dos outros”, diz Déborah.

Graduada em pedagogia, Priscilla fez carreira no terceiro setor. Ao decidir abrir sua empresa, tinha certeza de que deveria ter impacto social positivo. E a Muda Meu Mundo faz isso em duas pontas: a do produtor e a do consumidor. As irmãs treinam agricultores para a produção familiar de alimentos livres de agrotóxicos, que depois é certificada como orgânica. E o consumidor tem acesso a ela por meio de feiras. Um dos pontos centrais é o comércio justo. “Quando a gente fala que é orgânico, já encarece, porque virou uma marca, só que os agricultores não ganham mais por isso. Fora da Muda Meu Mundo, por exemplo, recebiam 30 centavos por um pé de alface vendido por 5 reais no supermercado. Pagamos 1,80 real e revendemos por 3 reais. E 60% do valor da venda fica com o produtor.”

Na prática, quem produz aumenta sua renda em ao menos 50% por não necessitar de mais intermediários – e o valor para quem compra fica mais baixo.

Os 250 produtores são orientados sobre o impacto dos agrotóxicos na própria saúde e na produção e incentivados a ter práticas agroecológicas, como área de reflorestamento, uso de repelentes naturais e variedade de cultivo.

Nas feiras, são vendidos mais de 30 itens. Quando há sobra, viram molhos, antepastos e geleias. Agora, as irmãs trabalham para replicar a iniciativa e certificar até 1 milhão de agricultores em três anos. “Nosso negócio está mudando a vida de quem precisa, os agricultores, e o mundo de quem está comprando, com produtos mais saudáveis”, afirma Déborah.

Link original da matéria:

https://claudia.abril.com.br/indicacoes/priscilla-e-deborah-veras/

 

Para votar nas irmãs Priscilla e Déborah Veras para o Prêmio Claudia 2018, categoria Negócios, acesse:

https://claudia.abril.com.br/premio-claudia-2018/

 

 

13/09/2018 | Startup cearense TotalCross ganha competição da Câmara de Comércio França-Brasil

Publicado em 11/09

Por Rennan A. Julio - Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

 

Aconteceu hoje, 11 de setembro, a terceira edição do Fórum de Startups, promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil. Realizado no inovaBra, localizado na cidade de São Paulo, o evento contou com uma competição entre startups. A empresa cearense TotalCross foi a grande vencedora, e agora tem o direito de participar de um programa de aceleração na França.

Bruno Muniz, 33, fundador da empresa, participou de uma rodada de pitchs ao lado de outras nove startups, sendo elas a 8BLUE, Birmind, Maturijobs, Nerbee, Psicologia Viva, Saffe Payments, Synapse Assist, TechTalent e Calhau Social.

Os empreendedores se apresentaram para um grupo de jurados, formado por diferentes atores do ecossistema brasileiro de startups.

Entre os convidados, estavam nomes como Jorge Rocha, do Gavea Angels de SP, Maria Rita Spina Bueno, da Anjos do Brasil, Laurent Serafini, da comissão de startups da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB), e Sandra Boccia, diretora de redação de Época Negócios e Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

O empresário cearense terá um ano para fechar a data de sua viagem à França, onde terá a oportunidade de fazer contato com mentores e executivos do país. Para Gilles Coccoli, presidente da CCIFB, as grandes empresas e as startups têm muito a aprender entre elas. “Essa é uma relação que tem que ser cada vez mais natural. Por isso, criamos essa premiação”, afirmou.

Michel Miraillet, embaixador da França no Brasil, ressaltou a importância de acompanhar as startups brasileiras. “Não há dúvidas de que as grandes empresas de todos os países precisam pensar em se aproximar das startups. Essa é a grande emergência da economia do futuro.”

 

A TotalCross

Para o empresário cearense, essa é uma oportunidade interessante de solidificar os seus negócios fora do Brasil. A Total Cross hoje já opera em 12 países. “A França é um dos mais importantes polos de inovação do mundo”, afirma Muniz.

A startup é uma plataforma de desenvolvimento de aplicativos móveis que utiliza somente Java. Fundada em 2014, a startup tem sede em Fortaleza, Ceará, mas com passagens em programas de aceleração em São Paulo, capital, e Seul, na Coréia do Sul. Nos Estados Unidos, desenvolveu um aplicativo de detecção de bombas, para o governo norte-americano.

 

Link original da matéria:

https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2018/09/startup-cearense-totalcross-ganha-competicao-da-camara-de-comercio-franca-brasil.html

 

12/09/2018 | Banco Central quer padronizar QR codes de pagamentos

Publicado em 10/09/2018

por Fernando Paiva - Mobile Time

 

O Banco Central (BC) tem a intenção de padronizar os QR codes usados para pagamentos instantâneos no Brasil. A ideia é que o mesmo QR code de identificação de uma pessoa ou estabelecimento comercial possa receber transferências de usuários de quaisquer bancos ou instituições de pagamento. Com a interoperabilidade e a padronização, o objetivo é impedir que aconteça aqui o mesmo que ocorreu na China, onde existe um duopólio no segmento (WeChat e AliPay) e toda loja precisa ter dois QR codes diferentes para receber pagamentos.

A proposta faz parte da discussão em torno da possível regulamentação e padronização dos pagamentos instantâneos no Brasil. O BC mantém um grupo de trabalho para discutir o assunto do qual fazem parte 108 atores do mercado financeiro nacional, desde fintechs até grandes bancos e redes de adquirência. Muitos deles apresentaram contribuições, cujo prazo de participação se encerrou nesta segunda-feira, 10. Com base nelas, o BC deve produzir um desenho final de um modelo para pagamentos instantâneos no Brasil nas próximas semanas. A ideia é que  o sistema seja implementado e lançado no País entre 2020 e 2021, prevê Breno Lobo, coordenador do grupo de trabalho no BC. Lobo participou nesta segunda-feira, 10, do MobiShop, seminário sobre comércio móvel e pagamentos móveis realizado por Mobile Time em São Paulo.

Os pagamentos instantâneos permitirão que qualquer pessoa realize pagamentos ou transferências para outras pessoas ou estabelecimentos comerciais usando o smartphone e sem precisar saber muitos dados do recebedor, como banco, agência, conta e CPF. Bastará ter o contato do recebedor no telefone ou escanear um QR code que o identifique. A ideia é que seja realmente uma transação instantânea, que funcione 24 horas por dia, sete dias por semana, ao contrário dos TEDs e DOCs atuais. E o mais importante: será interoperável, ou seja, funcionará com todos os bancos e carteiras digitais.

“Os pagamentos de hoje não suprem todas as nossas necessidades. O dinheiro tem custo alto para a sociedade, embora o pagador não veja esse custo. O governo tem custo de produzir a moeda. O troco é difícil, inconveniente e sujo. Tem o problema da segurança etc”, disse Lobo. “O cartão de crédito, por sua vez, tem custo alto para o recebedor e prazo longo para receber. Para o consumidor, tem o custo da anuidade”, acrescentou.

Resistência

Para que os pagamentos instantâneos funcionem da maneira como o BC espera, Lobo entende que os bancos terão que ser obrigados a aceitá-los, tal como são obrigados hoje a aceitar um TED ou um DOC. A ideia, contudo, ainda precisa ser chancelada pela diretoria do BC.

No modelo desenhado até agora, caberá ao BC desenvolver por conta própria o sistema central dos pagamentos instantâneos, que estará conectado aos diversos bancos e demais instituições financeiras. Seria a única forma de garantir a padronização e a interoperabilidade. O BC pretende cobrar um valor baixo por transação, apenas para cobrir os custos. Lobo cita o exemplo europeu, onde é cobrado menos de um centavo de euro por transação.

A ideia é que os varejistas possam incluir em seus apps um botão a mais de pagamento, que seria o de pagamentos instantâneos. Com ele, o dinheiro sai diretamente da conta do usuário para a conta do comerciante, sem intermediários. Será um meio de pagamento economicamente muito mais vantajoso para o lojista do que o cartão de crédito, pelo qual paga uma taxa entre 2% e 5% sobre o valor transacionado. Para o consumidor final também será mais barato do que pagar um TED ou DOC.

“O maior desafio é coordenar os diferentes interesses. Haverá resistência dos incumbents”, reconheceu Lobo. “Hoje há muitos intermediários que encarecem a solução. A inovação está em reduzir intermediários e propiciar um cenário competitivo”, resumiu o representante do BC.

 

Link original da matéria:

https://www.mobiletime.com.br/noticias/10/09/2018/banco-central-quer-padronizar-qr-codes-de-pagamentos/

 

12/09/2018 | Brasileiros querem pagar com WhatsApp

Publicado em 30/08/2018

Por Fernando Paiva - Mobile Time

 

Pouco mais da metade dos usuários brasileiros de WhatsApp (53%) gostariam de usar o aplicativo de mensagens para realizar pagamentos e transferências bancárias. Isso representa aproximadamente 50 milhões de pessoas, cruzando com dados do IBGE e da pesquisa TIC Domicílios e considerando apenas aqueles com 16 anos ou mais de idade. A descoberta faz parte da nova edição da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre mensageria móvel no Brasil, divulgada nesta quinta-feira, 30. Foram entrevistados em julho 1.984 brasileiros que acessam a Internet e possuem telefone celular. A pesquisa tem validade estatística, com grau de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O relatório completo  pode ser baixado aqui.

Dentro do grupo que deseja a nova funcionalidade, 44% gostariam que o serviço de pagamento via WhatsApp fosse feito a partir de uma conta bancária virtual criada dentro do próprio app de mensageria. 37% optariam por associar ao WhatsApp sua conta bancária atual. E 19% achariam melhor associar seu cartão de crédito ao aplicativo.

Embora a pesquisa não tenha apurado quanto os brasileiros estariam dispostos a pagar por esse serviço, nem qual seria o modelo de negócios mais aderente, os resultados indicam um interesse bastante grande e uma oportunidade para o WhatsApp de não apenas se conectar aos bancos mas de oferecer um serviço próprio de conta virtual. O potencial é enorme.

Para refletir sobre a questão, vale olhar para o que aconteceu no Oriente, onde os aplicativos de mensageria viraram “super-apps”, dentro dos quais se consegue fazer quase tudo, desde pedir um táxi até encomendar uma pizza, assim como realizar pagamentos e transferências de valores. O exemplo mais notório é do chinês WeChat, que utiliza um sistema de QR codes para a identificação dos usuários e através do qual são feitos os pagamentos.

No Brasil, o app de mensagens dominante é o WhatsApp, conforme comprovado por esta mesma pesquisa. 97% dos internautas brasileiros com smartphone possuem o WhatsApp instalado e 98% deles abrem o app todo dia ou quase todo dia. Alguns meses atrás, o WhatsApp começou a testar uma solução própria de pagamentos na Índia, seu maior mercado no mundo. O Brasil é o seu segundo maior mercado, mas ainda não há previsão de quando o serviço será testado por aqui.

Paralelamente, é importante lembrar que o Banco Central do Brasil mantém um grupo de trabalho para discutir as regras para o que chama de “pagamentos instantâneos”, serviço que consiste exatamente na possibilidade de transferir valores de uma conta para outra de forma ágil, sem a necessidade de digitar dados como agência, conta e CPF. Um possível serviço de “pagamento instantâneo” seria a possibilidade de transferir dinheiro entre contatos do WhatsApp, com poucos cliques.

Ou seja, diante do exemplo chinês, dos testes do WhatsApp na Índia, do grupo de trabalho do Banco Central e agora dos resultados desta pesquisa sobre a aderência do público brasileiro, parece que estão na mesa todos os ingredientes necessários para o surgimento a médio prazo de um serviço de pagamentos e/ou de transferência de valores dentro do WhatsApp no Brasil.

 

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https://www.mobiletime.com.br/noticias/30/08/2018/brasileiros-querem-pagar-com-whatsapp/

10/09/2018 | “Às vezes, os bancos são intelectualmente preguiçosos”, diz futurólogo alemão

 Publicado em 09/09/2018

Por Deborah Belinck- Época Negócios Online

Gerd Leonhard analisa o impacto das novas tecnologias no sistema financeiro e outros setores da economia

 

O alemão Gerd Leonhard, de 57 anos, é um sujeito eclético. Formado em Teologia e Ciências Sociais, ele já foi músico de rock, ativista do Partido Verde e empreendedor. Hoje escreve livros, faz palestras e é um dos consultores mais cobiçados da Europa. Futurólogo, ele se dedica a orientar as empresas a desenvolver estratégias para enfrentar os desafios impostos pelos novos tempos. De Zurique, na Suíça, onde mora, Gerd conversou com exclusividade com Época NEGÓCIOS. A sequência da entrevista você encontra na versão impressa da revista.

 

Até que ponto empresas de tecnologia, como Facebook, Google e Alibaba, ameaçam os bancos?

Os serviços bancários pressupõem uma série de atividades. Se você analisar as transferências ponto a ponto (peer to peer), a efetivação de pagamentos, as compras on-line, os bancos serão eliminados. Plataformas digitais como WhatsApp, WeChat, Tencent, Baidu, estão gerindo a vida online das pessoas. Se eu precisar comprar um chapéu, não preciso de um banco. É o que está acontecendo com o pagamento da Apple. Estamos assistindo a uma desintermediação no setor bancário. Todas as coisas fáceis, como fazer um pagamento on-line ou compartilhar uma conta quando vamos comer fora, podem ser feitas com nossos celulares. Os cartões de crédito, que fazem bilhões de dólares hoje, eventualmente podem desaparecer.

 

Em quanto tempo?

Isso não deve acontecer a curto prazo. Cartões de crédito são apenas um veículo para dizer: você tem dinheiro e alguém pode aceitá-lo. Blockchain pode fazer isso de graça. As empresas de cartão de crédito estão ganhando muito dinheiro para não fazer absolutamente nada, exceto garantir a segurança da transação.  Se eu precisar de US$ 2 mil para comprar um caminhão no Vietnã, posso conseguir um empréstimo ponto a ponto. Se, no entanto, eu precisar de US $ 2 bilhões para construir um prédio, é improvável que eu consiga isso de um peer to peer. Os bancos têm uma boa chance de desenvolver novos modelos de negócios, mas estão mal acostumados pelos fluxos de receita. Cobram muito dinheiro para enviar US$ 100 ao Brasil e às vezes são intelectualmente preguiçosos, como as gravadoras de disco. Também são protegidos por regulamentação. No Brasil, apenas quatro caras (que comandam grandes bancos) fazem tudo. Isso vai mudar e os bancos serão forçados a olhar para as empresas de mídia como um mau exemplo de como elas não querem que aconteçam.

 

Grandes bancos, como o suíço UBS, estão abrindo laboratório de blockchain.

Blockchain é um tópico diferente. Os bancos têm exatamente o mesmo problema que as empresas de mídia. Eles tinham uma enorme vantagem competitiva, estavam maximizando os lucros, mas os mantinham para eles. Eles deveriam aproveitar o lucro enorme que têm para investir na construção da próxima geração de empresas. A próxima geração já está aqui, mas não são eles. É o Google, Facebook, Alibaba, Baidu, Tencent. As empresas de tecnologia levarão metade do dinheiro dos bancos, se eles não encontrarem uma forma de colaborar.

 

Quanto tempo levará até que notas bancárias sejam completamente substituídas por dinheiro digital e criptomoedas?

Isso também é cultural. A questão em torno da substituição da moeda por digital é a privacidade. Eu odeio dinheiro, porque eu viajo muito. Por outro lado, sem dinheiro vivo, você não pode dar uma gorjeta, oferecer um presente a alguém ou comprar algo estranho –tudo seria rastreado. Esse é o maior problema. Eu não quero que cada centavo que gasto possa ser rastreado na internet. Isso pode ser perigoso. Se encontrarmos uma entidade digital que crie um “anonymizer” (sistema que para manter atividades da internet privadas ou no anonimato), então poderíamos ir todos para o digital. Isso não levará mais do que 50 anos para acontecer.

 

Qual será então o papel dos bancos centrais?

Eu acho que deveríamos ter uma moeda digital como moeda principal, não o dólar ou o euro. Não falo de bitcoin, mas de uma moeda digital global. A questão sobre serviços bancários é que exigimos que os bancos tenham um backup, como o ouro, porque o dinheiro é uma ferramenta pública. Os governos não permitirão que os bancos sejam descentralizados. Seria o fim do capitalismo. Isso não vai acontecer. Blockchain será grande, mas não para dinheiro.

 

E o tão propalado embate entre computadores e humanos acontecerá?

Já está acontecendo. E a luta é pela relevância. O problema não é se os computadores vão assumir o controle ou nos matar –isso pode ser uma questão para daqui a 100 anos, não agora. O problema é darmos autoridade a um mecanismo de busca e dizermos que a máquina sabe mais do que nós --o que não é o caso. Na medicina, por exemplo, O IBM Medical Watson é muito poderoso, mas nem sempre é correto, nem sempre é melhor do que um humano. É apenas diferente. Muitos hospitais, inclusive, suspenderam seu uso. A tomada de decisão pelo supercomputador, segundo os analistas, nem sempre era a opção mais correta sob o ponto de vista humano. Máquina sabe muito, mas não capta toda a complexidade. Em muitos casos, o bom médico faz o diagnóstico apenas falando com você, olhando para você e cheirando você. O computador pode olhar para 1 bilhão de registros de câncer, mas não pode fazer isso. No futuro, a combinação ideal no futuro seria o humano no topo do computador.

 

Em seu livro, você menciona a importância de se estabelecer fundamentos éticos, como um Conselho Global de Ética Digital. Mas há tantos acordos, como o dos Direitos Humanos, aceitos no papel, mas que não são realmente seguidos. O que o leva a pensar que as pessoas seguirão uma ética digital?

O Tratado Nuclear de Não-Proliferação está sendo seguido, quebrado, violado, mas não teve uma bomba desde Hiroshima. Nós tivemos de ter uma bomba primeiro, e isso é ruim. Mas concordamos com essa convenção porque queremos sobreviver. Se um país viola o acordo, é excluído. Nós precisaremos disso para inteligência artificial e engenharia genética. Imagine o primeiro país que conseguir um computador de fato superinteligente, ele pode dominar o mundo, correto?

 

Você fala com os governos sobre isso?

Sim e todos os governos querem ser líderes em inteligência artificial. Os chineses e os americanos já têm uma corrida armamentista em engenharia genética. O problema é que essas coisas podem ser irreversíveis. Uma guerra nuclear explodindo em Zurique mataria todos nós, mas não destruiria o mundo. Máquinas superinteligentes na internet, porém, poderiam assumir o controle e não permitir que voltássemos.

 

No Brasil, o agronegócio responde por 23% do PIB. Os avanços tecnológicos, como a biotecnologia, aumentam a produtividade de muitos fazendeiros. Em alguns lugares, porém, a agricultura é praticada como no século XIX –em vários casos, até com trabalho escravo. Como lidar com realidades tão díspares?

Tudo se resume a como distribuir os benefícios da tecnologia. Eles existem no Brasil, mas a maioria dos brasileiros não usufrui de seus vantagens. Como você distribuir esses benefícios é uma questão para o governo. Se há muito dinheiro a ser feito pela tecnologia, o que é verdade em todos os lugares, então você tem de devolvê-lo ao sistema para mudar os processos agrícolas. Eu não estou falando sobre OGM  (organismos geneticamente modificados), entre outros avanços. Refiro-me a impostos, programas, educação... Isso está acontecendo na Índia. As pessoas estão colocando o dinheiro de volta na infraestrutura. Tecnologia cria riqueza, mas hoje em dia, essa riqueza está concentrada nas mãos do detentores das ferramentas tecnológicas.

Isso remonta ao antigo debate: se deixar para o mercado, você nunca irá redistribuir a riqueza.

Quando você tem situações disfuncionais, não pode esperar que elas se resolvam sozinhas. O incentivo para não se resolver, para deixar tudo como está, é enorme. Nós regulamos companhias de petróleo, bancos, seguros, mas esses caras (empresas de tecnologia) não são regulados. Em última análise, quando as coisas se tornam tão poderosas, se você não tem regulamentação ou supervisão, é extremamente perigoso.

 

Link original da matéria:

https://epocanegocios.globo.com/Dinheiro/noticia/2018/09/vezes-os-bancos-sao-intelectualmente-preguicosos-diz-futurologo-alemao.html

06/09/2018 | Por que a Cielo matou sua área de inovação

Publicado em 06/09/2018

Por Brunna Castro - Época Negócios Online

"Não dá para uma pessoa ou área só ser responsável por inovar", diz Danilo Caffaro, vice-presidente executivo de Produtos, Negócios, Marketing e Inovação

 

De um lado, uma parede repleta de monitores. Do outro, funcionários em bancadas paralelas avaliando os dados mostrados nos painéis luminosos a sua frente e em suas próprias telas de computador, dispostas em pares em cada uma das mesas. Um acompanhamento de informações feito 24 horas por dia, sete dias por semana. Não se trata de uma sala de controle de agências espaciais ou companhias aéreas. Esse é o núcleo de controle da Cielo, apelidado de “sala da Nasa” e responsável por monitorar todas as transações realizadas em soluções da companhia.

O acompanhamento dos dados, que são sigilosos, auxilia a companhia a se posicionar como empresa de tecnologia e serviços para o varejo e a buscar a inovação em seus negócios. No entanto, a relação com a inovação nem sempre foi constituída dessa forma no prédio localizado em Alphaville, em São Paulo. Foi preciso matar a área de inovação para que ela pudesse se desenvolver com uma nova abordagem na Cielo. A ideia, que pode parecer drástica, nasceu depois de uma pergunta feita em um encontro com uma empresa no exterior. “Perguntaram quem era o responsável por inovação na Cielo e uma pessoa levantou a mão. Quem perguntou disse: ‘Legal, aqui na nossa empresa todo mundo é responsável pela inovação’. Saímos de lá questionando o que estávamos fazendo”, explica o vice-presidente executivo de Produtos, Negócios, Marketing e Inovação da Cielo, Danilo Caffaro, à Época NEGÓCIOS. “Nesse momento que estamos vivendo, não dá para uma pessoa ou uma área só ser responsável por inovar. Então voltamos, amadurecemos a ideia e matamos a área de inovação”, afirma. A análise foi de que a abordagem anterior estava errada: “Achar que uma única área com meia dúzia de pessoas vai ser responsável por liderar todos os temas de inovação que a empresa tem que liderar não vai funcionar.”

Tempo de reação
Estar por dentro das novidades que aparecem em uma velocidade cada vez mais intensa no mercado é uma mentalidade “paranoica” na empresa, hoje responsável pelo processamento de um volume equivalente a 10% do PIB do Brasil. O sentimento surgiu a partir de um estudo desenvolvido pela Cielo para avaliar um indicador – o “Clockspeed of the industry”. Ele aponta em quanto tempo novos produtos, tecnologias e serviços lançados em uma determinada indústria demoram para atingir uma massa crítica suficiente para criar algum tipo de mudança no mercado. O cartão de crédito, por exemplo, levou 15 anos para impactar o mercado. Atualmente, o tempo indicado pelo índice é de 18 meses. A informação ganha mais impacto com outro dado apurado pela Cielo: o tempo médio para uma empresa grande identificar que a novidade pode ser uma ameaça, decidir como agir e tomar uma atitude para reagir gira em torno de dois a três anos. “A junção das duas informações é muito poderosa. Por isso, precisamos nos antecipar. E as medidas são monitorar de forma paranoica [todo o mercado] para entender o que está acontecendo e trabalhar para reduzir o tempo de resposta”, explica Caffaro.

"Todos são responsáveis"
Ao definir que todas as pessoas na companhia seriam responsáveis pela inovação, “desde a área de produtos e tecnologia até processos, finanças e logística”, a Cielo passou a investir em programas e iniciativas sobre o tema. Um deles foi o Garagem Cielo, que tem como um de seus objetivos principais a aproximação com o ecossistema de inovação – o que significa uma proximidade maior com startups e grandes universidades para “entender o que está acontecendo com o mundo”. “Estamos dentro de espaços de coworking no inovaBra habitat”, exemplifica Caffaro.

Hackathons também são prioridade na agenda, sejam os que a Cielo promove ou participa externamente – foram quatro em 2017 – como alguns feitos para a própria organização. O objetivo do segundo tipo é provocar. “Queremos que os times aqui dentro entendam que existem maneiras diferentes, e muitas vezes mais simples, de resolver os problemas do dia a dia”, afirma o vice-presidente executivo. Nesse espaço, os funcionários podem ter a oportunidade de dar ideias para áreas das quais não fazem parte ou até mesmo propor novos produtos e processos diferentes.

O programa também conta com uma versão específica de hackathon. Batizado com o nome peculiar de “vacathon”, o encontro teve sua primeira edição no ano passado e serve para “desafiar e, se possível, matar as vacas sagradas que existem dentro da empresa”, diz Caffaro. Com “vaca sagrada”, o executivo se refere aos processos ou atividades que existem “porque sempre foi assim e não podemos mudar” – o que certamente existe em toda empresa.

Funcionários de toda a organização podem participar, submetendo suas “vacas” em uma inscrição no site do Garagem Cielo, onde passam por um processo de votação para definir quais serão endereçadas no encontro. “Temos coisas que são simples e nós conseguimos resolver antes mesmo do vacathon”, explica Caffaro. As listas são enviadas aos donos daqueles processos e um grupo montado por voluntários se forma para entender o porquê da existência daquela “vaca sagrada” e verificar se existe uma solução para a atividade ou processo ser feito de forma diferente. A proposta é enviada para uma banca, que geralmente conta com a presença da diretora executiva, que avalia e dá andamento no abate ou não da tal “vaca sagrada”. E quais vacas já foram eliminadas? “Tivemos questões desde processos de pagamento de fornecedores, de reembolso de despesas até regras de tempo mínimo de permanência no cargo para a pessoa poder ser elegível para promoção e assuntos específicos de produtos”, relata Caffaro.

Algumas “vacas”, no entanto, foram mantidas. Mesmo assim, a iniciativa, para o vice-presidente executivo, representa um mecanismo de mudança cultural, uma vez que a existência desses processos fica mais transparente. O importante, no caso, é “criar uma ambiente em que as pessoas sabem que podem questionar aquele status quo”. “Isso tem um valor enorme para o dia a dia da empresa”, afirma.

Comitê
O recém-criado comitê de inovação da Cielo também faz parte desse contexto. Formado por executivos de dentro e de fora da empresa, além de membros do conselho, o comitê é outra tentativa de “provocar e chamar atenção” para tendências que estão acontecendo no mercado de pagamentos e também em outros. “Escolhemos pessoas de fora que poderão nos ajudar a entender melhor algum tipo de tecnologia nova que está surgindo e as implicações que ela pode ter não só no nosso mercado, mas traçando um paralelo também com as mudanças que pode gerar em outros mercados”, explica Caffaro. Por ser o primeiro ano de atuação do comitê, as expectativas não são rígidas. "Queremos entender como vai funcionar essa relação. Já tivemos algumas reuniões que foram muito interessantes. Essa troca de entender como outras empresas passaram ou estão passando por esse momento é muito rico. É um objetivo não só de corroborar se estamos indo no caminho certo, mas também de entender quais são os pontos de atenção que deveríamos ter no próximo passo que vamos dar."

 

Link original da matéria:

https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2018/09/por-que-cielo-matou-sua-area-de-inovacao.html

04/09/2018 | Banco Itaú e adquirente Rede fecham parceria estratégica com PayPal

Publicado em 30/08/2018

Por Redação - Fintechlab

 

Na quarta-feira (29) o Itaú Unibanco, a Rede e o PayPal anunciaram o fechamento de uma parceria estratégica para atuação conjunta no segmento digital. O objetivo é proporcionar comodidade aos clientes nas compras online e gerar maior conversão de vendas para os varejistas.

Pelo acordo ficou estabelecido que as empresas trabalharão para oferecer as seguintes experiências aprimoradas aos usuários:

Conveniência: a parceria facilitará a vinculação de cartões de crédito emitidos pelo banco às contas novas ou já existentes do PayPal. Estes cartões vinculados poderão ser definidos pelo cliente como opção de pagamento na carteira do PayPal. A parceria melhorará a experiência de compra online e resultará em taxas de aprovação mais altas para nossos clientes.

Segurança aprimorada: as empresas trabalharão mais próximas e usarão ferramentas de dados, análise de risco e antifraude para oferecer uma experiência de compra segura e mais conveniente online e via app.

De acordo com nota publicada no blog da Paypal, a funcionalidade da carteira digital PayPal estará disponível para uso no último trimestre do ano, em caráter piloto. “Estamos celebrando mais um avanço em nossa jornada de modernização dos pagamentos, aprimorando a oferta de carteiras digitais a serviço dos clientes, desta vez com foco no varejo online”, afirma Marcelo Kopel, diretor-executivo do Itaú Unibanco. “Melhorar a experiência da pessoa que compra pela internet, por si só, já é um grande ganho, mas há também vantagens para quem vende, no aspecto comercial e no de segurança”, complementa.

“Este anúncio é um marco em nossa estratégia de parcerias focadas em oferecer comodidade e rapidez aos compradores online e uma maior conversão de vendas para os comerciantes”, diz Jim Magats, Head de Produtos de Pagamento e Engenharia do PayPal. “Essas três empresas, cujas especificidades se complementam, dedicarão seus esforços para melhor atender os clientes e beneficiar milhões de consumidores e comerciantes brasileiros, que agora dispõem da melhor experiência de pagamento digital e móvel em todo o mundo”, conclui o executivo.

“A parceria com o PayPal, marca reconhecida mundialmente, acontece em um momento de convergência de esforços para ampliar nossa atuação no e-commerce. Temos aí mais um ingrediente importante para nossa nova estratégia de negócio”, avalia Marcos Magalhães, presidente da Rede.

 

Link original da matéria:

http://fintechlab.com.br/index.php/2018/08/31/banco-itau-e-adquirente-rede-fecham-parceria-estrategica-com-paypal/

04/09/2018 | Innovation Ranking LATAM lista as 100 startups mais inovadoras da AL

Publicado em 30/08/2018

Por Edilma Rodrigues - Cantarino Brasileiro

O papel das  startups  em resolver velhos problemas com criatividade, em pensar em soluções mais ágeis, baratas e adequadas às necessidades dos clientes / usuários, em renovar conceitos e modos de oferecer produtos e serviços está presente em todos os segmentos. Com o intuito de destacar as soluções mais inovadoras e com potencial de melhorar a vida das pessoas, a Cantarino Brasileiro criou índice que mede a inovação dessas empresas na América Latina, o Innovation Ranking LATAM. A lista geral conta com os Top 100 do Innovation Latam.

Para chegar a esta relação de maneira isenta e precisa, a Cantarino Brasileiro contou com mais de 60 jurados de 13 países, os mesmos que avaliaram o Innovation Awards Latam 2018. Vale mencionar que o Innovation Ranking LATAM recebeu 326 inscrições tanto de startups que participaram da competição e como de empresas que se inscreveram somente para ranking. Deste modo, a lista pode não coincidir com os vencedores do Awards. “Os critérios de avaliação para o ranking foram complementares aos da competição e pediam dados como modelo de receita, problema que o negócio se propõe a resolver e inovação,” informa o CEO da Cantarino Brasileiro, Marcos Cantarino.

Além disso, todas as notas dadas pelo júri foram ponderadas estatisticamente, uma vez que nem todos os cases foram avaliados pelos mesmos jurados, o que poderia impactar no resultado – caso um jurado fosse mais rigoroso que outro, por exemplo. De acordo com o estatístico responsável pelo tratamento desses dados, Luís Otavio Benguigui, o desafio foi não deixar que essa variação de avaliações influenciasse no resultado. “Normalizei as avaliações dos jurados com alguns tratamentos estatísticos das notas, tanto para o ranking como para a competição,” explica.

Sob a rubrica Innovation Latam, a Cantarino Brasileiro vem construindo um hub de startups para apoiar, desenvolver, reconhecer e premiar iniciativas disruptivas em toda a América Latina. Há um mês, a empresa divulgou os vencedores do Innovation Awards Latam 2018, competição que reuniu startups de diversos países, com 800 cases inscritos. Também promoveu encontros e seminários como Innovation Day, em Buenos Aires (28/6), em São Paulo (1/8) e no México (14/8). E, ainda este ano, vai promover mais eventos na região com o intuito de fomentar o ecossistema das startups na América Latina e levar conteúdo relevante

“Nossos eventos de engajamento, realizados em toda a região, trazem mais e mais interesse de investidores para as empresas em todos os países,” comenta Cantarino, que ressalta sobre o ranking: “esperamos expor a maior quantidade possível de startups ao mercado, possibilitando a geração de negócios.”

 

Link original da matéria:

http://cantarinobrasileiro.com.br/blog/innovation-ranking-latam-lista-as-100-startups-mais-inovadoras-da-al/

 

29/08/2018 | Os Maiores Obstáculos Para Inovação em Grandes Empresas

Inovar, hoje, é uma questão de sobrevivência. Mas para empresas grandes, tradicionais, a inovação nem sempre acontece na velocidade necessária, pois são muitos os obstáculos.

 A Harvard Business Review Brasil lista e comenta os principais obstáculos para inovação em uma grande empresa.

Clique no link abaixo:

http://hbrbr.uol.com.br/obstaculos-inovacao/

24/08/2018 | Mapa dos unicórnios: as empresas que valem mais de US$ 1 bilhão

Publicado em 23/08/2018

Por Brunna Castro - Época Negócios Online

 

Nubank é a representante brasileira da lista. Somadas, as 263 empresas acumulam valor estimado em US$ 840 bilhões

 

Jargão do mundo empreendedor almejado por muitos, "unicórnio" é um título que poucos podem ostentar. Trata-se da denominação  atribuída às  startups  que superam o valor de mercado de US$ 1 bilhão. É o caso da fintech brasileira  Nubank, por exemplo, que tem um valor estimado de US$ 2 bilhões, segundo a empresa de pesquisas CB Insights. Para mapear o mercado dessas empresas, a organização divulgou um infográfico no qual apresenta as 263 protagonistas desse ecossistema. Somados, os unicórnios acumulam um valor estimado em US$ 840 bilhões.

O relatório destaca que, neste ano, 53 companhias entraram no "clube global dos unicórnios". Na análise geral, a maior parte das startups é de software e serviços de internet (15%). E-commerces e fintechs aparecem na sequência, com 14% e 12%, respectivamente.

Na categoria de software e serviços de internet, Infor e Slack lideram o ranking, com valores de mercado de US$ 10 bilhões de US$ 9,4 bilhões, respectivamente. A chinesa Meituan Dianping, de US$ 30 bilhões, é a líder no comércio eletrônico, e é acompanhada pela conterrânea Lu.com, que tem o maior valor entre as fintechs (US$ 18,5 bilhões).

 

Link da matéria original:

https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/08/mapa-dos-unicornios-empresas-que-valem-mais-de-us-1-bilhao.html 

24/08/2018 | Robôs vão mudar ou eliminar 5 em cada 10 empregos, diz OCDE

Publicado em 24/08/2018

Por Época Negócios Online - Época Negócios Online

 

Um  relatório  da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alerta: robôs e computadores devem eliminar ou mudar muito 46% dos empregos — cinco em cada dez. 14% dos empregos em 32 países são “altamente vulneráveis” à automação e 32% terão mudanças significativas na forma como são realizados.

Essa parcela de 32% enfrenta um risco entre 50% e 70% de ser impactada pela automação – o que, segundo o relatório, significa uma possiblidade de mudanças significativas na forma como esses trabalhos são realizados. Desse modo, uma parcela significativa de tarefas – mas não todas – poderia ser automatizada, o que altera diretamente os requisitos de habilidade para essas funções.

Cada país enfrentará a questão em níveis diferentes. A Eslováquia, por exemplo, é altamente "automatizável", segundo a OECD, enquanto a Noruega tem uma parcela de apenas 6% dos seus empregos em posição vulnerável. No geral, a organização destaca que os empregos nos países anglo-saxônicos, nórdicos e a Holanda são menos automatizáveis do que os empregos nos países do leste e sul da Europa, Alemanha, Chile e Japão. O relatório não menciona qual é a situação do Brasil nesse processo.

Há quem acredite que a fórmula para sobreviver à automação esteja na  criatividade e quem avalie que, com o avanço da inteligência artificial, o  valor humano passe a ser ainda mais importante. O Fórum Econômico Mundial afirma, em um  relatório publicado em 2016, que a Quarta Revolução Industrial realmente vai transformar os mercados de trabalho. A transformação digital, segundo o estudo, exigirá o  desenvolvimento de novas habilidades, tais como  resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas, coordenação com outros e inteligência emocional. 

Link para a matéria original:

https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/08/robos-vao-mudar-ou-eliminar-5-em-cada-10-empregos-diz-ocde.html

22/08/2018 | 5 Tendências Para o Mercado de Fintechs

Publicado em 22/8/2018

Por Rennan A. Julio - Pequenas Empresas & Grande Negócios

O mercado de fintechs está mais aquecido do que nunca. Só no Brasil, segundo dados do comitê de fintechs da Associação Brasileira de Startups, são 432 startups focadas em soluções financeiras. Movimento que só deve crescer nos próximos anos.

Para Bruno Diniz, professor da Fundação Getulio Vargas e especialista no ecossistema de fintechs, o mercado brasileiro vive um momento importante. “As inovações chegam para que tenhamos um mercado financeiro mais democrático.”

Diniz se apresentou durante o Seminário Fintechs – Novas soluções financeiras para o seu negócio, realizado nesta terça-feira, 21 de agosto, na sede da Fiesp, em São Paulo. 

Segundo Diniz, o Brasil vive um ambiente regulatório que começa a favorecer as soluções financeiras. Em abril deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um regulamento que aprova a atividade das fintechs de crédito, permitindo que as empresas de tecnologia atuem sem vínculo com instituições financeiras. “Estamos passando por uma grande oportunidade”, afirma.

“Dado o potencial do mercado de pequenas e médias, acredito que ainda existam poucos players. Quem explorar isso poderá aproveitar uma boa fatia”, diz o professor.

Na sua visão, essas empresas mudaram a relação do mercado financeiro com os seus clientes. “Ao contrário de instituições mais tradicionais, que costumavam ditar as regras, as fintechs visam atender necessidades específicas das pessoas.”

De olho nisso, Diniz aproveitou o painel para listar algumas das principais tendências para o mercado de fintechs:

 

Parceria

Um movimento que já vem acontecendo em ecossistemas mais maduros, como o de Londres, Nova York, Vale do Silício e Hong Kong, é o de parcerias entre fintechs. Em vez de desenvolverem soluções que cobrem diversos problemas, empreendedores de diferentes empresas estão se juntando para atender seus clientes de maneira plana. “São as fintechs se complementando para ajudar o consumidor”, afirma Diniz.

 

Fintechs internas

Outra alternativa que o mercado encontrou é investir em fintechs internas, como é o caso do Bradesco com a startup Next. “O Goldman Sachs criou sua própria fintech e outras começam a investir internamente em empreendedores com soluções inovadoras.” Segundo Diniz, o movimento deve crescer dentro do Brasil nos próximos anos.

 

Negócios das redes sociais

Com o avanço do interesse das empresas que fazem parte do GAFA (sigla que faz referência ao Google, Amazon, Facebook e Apple) nas fintechs, há oportunidades no caminho. Diniz cita os exemplos de como o Google e a Apple têm investido em carteiras digitais. “Nos EUA, o Facebook já realiza transações financeiras pelo seu aplicativo. As startups devem estar atentas para fazer negócios com essas gigantes.”

 

Crédito

No Brasil, o momento é das startups de crédito. Com a nova regulamentação, Diniz acredita que o mercado financeiro está repleto de oportunidades. “As pessoas jurídicas seguem mal servidas. Acho que há um bom mercado dentro desse setor.” Neste segmento, o professor acredita que soluções que envolvem criptomoedas podem se sobressair.

 

Versão fintech

Para Diniz, startups que atuam em outras áreas devem pensar como fintechs – ou oferecer soluções financeiras em suas plataformas. As startups voltadas para o agronegócio, por exemplo, têm potencial para adicionar transações financeiras dentro de suas soluções. “Veja a 99, por exemplo, uma empresa de mobilidade, que também atua como fintech.”

Link para a matéria  original:

https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2018/08/5-tendencias-para-o-mercado-de-fintechs.html

 

22/08/2018 | Brasil ocupa o 9º lugar nos investimentos em Tecnologia da Informação

Publicado em 22/08/2018

Por Agência Brasil - Época Negócios

 

Para associação, o resultado está em linha com a expectativa de melhora do mercado e indica um maior grau de maturidade nos investimentos em tecnologia

 

O Brasil investiu 38 bilhões de dólares em hardwares, softwares e serviços no ano passado, aumento de 4,5% em relação a 2016, segundo dados – divulgados hoje em São Paulo - da Associação Brasileira das Empresas de Software - Abes.

Com o resultado, o país ocupa o nono lugar no ranking mundial, perdendo apenas para Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e Índia.

Para a associação, o resultado está em linha com a expectativa de melhora do mercado e indica um maior grau de maturidade nos investimentos em tecnologia.

A entidade observa aumento da preocupação dos executivos em manter a eficiência operacional em suas operações, tornando processos mais ágeis e eficientes para manutenção da competitividade.

Dados do mercado

O mercado é dominado pela produção de hardware (51,2%), seguido pelos serviços (27,4%) e software (21,4%).

O Sudeste é a região mais importante para o segmento, respondendo por 61,4%. Em seguida, estão Sul (13%), Centro-Oeste (10,8%), Nordeste (10,3%) e Norte (4,5%).

A utilização de programas de computador desenvolvidos no país, aí incluídos softwares feitos sob encomenda, respondeu por 32% do investimento.

O país tem, atualmente, cerca de 17 mil empresas dedicadas ao desenvolvimento, produção e distribuição de software, além da prestação de serviços no mercado nacional.

Considerando as 5.138 empresas que atuam no desenvolvimento e produção de software, cerca de 95,5% podem ser classificadas como micro e pequenas empresas, com até 99 funcionários.

Mais da metade dos usuários desse mercado de Tecnologia da Informação, 55%, é composta por empresas dos setores de serviços, telecomunicações, finanças, indústria e comércio.

Dispositivos

A preferência do uso de smartphone pelos brasileiros foi comprovada pela pesquisa. Entre os dispositivos, 84,6% são smartphones, 6,5%, tablets, 5,9%, notebooks e 3% são computadores desktop.

Em unidades, houve crescimento 21,6% no número de notebooks no ano passado em relação a 2016.

Registrou-se alta de 8,1% de smartphones, de 5,3% de desktops e queda de 4,8% em tablets.

 

Link da matéria original:

https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/08/brasil-ocupa-o-9-lugar-nos-investimentos-em-tecnologia-da-informacao.html

 

22/08/2018 | Levantamento mostra que 1/5 das startups brasileiras não tem nem documentação de constituição

Publicado em 22/08/2018

Por Victor Caputo - Época Negócios

 

Falta de conhecimento burocrático leva a problemas, como disputas entre sócios, e traz impactos importantes para os empreendedores

 

Um estudo realizado pelo escritório Nogueira, Elias, Laskowski e Matias Advogados mostra o drama burocrático de startups brasileiras: 21,31% das empresas pesquisadas não possuem sequer documentação de constituição, ou seja, a empresa ainda não foi criada formalmente. O achado vem após entrevista com 108 empreendedores e investidores brasileiros.

A pesquisa mostra, de forma geral, desconhecimento sobre procedimentos legais e burocráticos. O reflexo disso são problemas posteriores e dificuldades para a realizar tarefas que deveriam ser simples, como contratação de funcionários, recebimento de subsídios, entre outras atividades.

O desconhecimento de detalhes burocráticos traz também problemas em relação aos tributos. Entre os entrevistados, 45,9% sofreram impacto financeiro por não terem realziado a análise tributária correta para seu negócio.

Outro campo que tradicionalmente traz eventuais problemas a empresários é o trabalhista — e a pesquisa comprova isso. O levantamento mostra que 31,15% dos empreendedores sofreram impacto direto em resultados por conta de desconhecimento de alguma obrigação trabalhista.

O estudo mostra, em resumo, que empreendedores costumam desconhecer detalhes burocráticos. Os custos disso podem ser altos. A falta de formalidade em contrato, por exemplo, leva ao que foi citado como principal motivo de fracasso entre startups no país: o desentendimento entre sócios a respeito de questões que deveriam estar resolvidas em contrato. Esse problema foi citado por 67,21% dos entrevistados.

Na conclusão do estudo, o escritório de advocacia ressalta a complexidade dos temas jurídicos. Por outro lado, aponta que esse aspecto não pode “representar um obstáculo para que as startups se desenvolvam e colaborem positivamente para o desenvolvimento econômico e social do Brasil”.

Governo e empreendedorismo
Outra parte do questionário foi sobre como o governo poderia fomentar o empreendedorismo e a inovação no Brasil. A resposta mais citada foi o pedido por leis de incentivo e benefícios fiscais destinados a startups, como opção importante para 70,49%. A segunda mais citada foi a ampliação de crédito público para empreendedores, com 57,48% de citação entre os entrevistados.

Ironicamente, após a pesquisa evidenciar o desconhecimento dos mais diversos campos, apenas 6,5% disseram que seria importante o “fornecimento de informações relevantes para orientação dos empreendedores”— esta foi a resposta menos citada pelos entrevistados.

 

Link da matéria original:

https://epocanegocios.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2018/08/levantamento-mostra-que-15-das-startups-brasileiras-nao-tem-nem-documentacao-de-constituicao.html

21/08/2018 | Quer entender o ecossistema brasileiro de startups?

Publicado em 20/08/2018

Por ABStartups - ABStartups

 

Quando falamos no futuro e em planejar os próximos passos para o empreendedorismo no Brasil, antes de tudo é preciso entender o cenário atual e seus agentes. Pensando nisso, nós da ABStartups em parceria com a Accenture, desenvolvemos um estudo no ano passado que acaba de ser lançado!

A Radiografia do Ecossistema Brasileiro de Startups reúne as principais informações sobre o ecossistema, coletadas com a informação de mais de 1.000 startups com o objetivo de traçar um perfil do ecossistema em seu momento atual e avaliar as possibilidades para o futuro.

 

O que você vai encontrar no estudo?

– Perfil das Startups Brasileiras

No estudo você encontra uma apresentação do momento atual das startups, desde como são compostas, como operam e quais são suas estratégias.

– Oportunidades e perspectivas dos empreendedores

Como os empreendedores avaliam o ecossistema, quais são os aspectos de maior destaque, como estão as comunidades e as ações de melhoria.

– Iniciativas em outros ecossistemas

Veja quais são as iniciativas que podem inspirar a transformação do ecossistema brasileiro nos próximos anos.

 

O que os empreendedores avaliaram?

Entre os tópicos avaliados pelos próprios empreendedores, estão fatores como:

– Talento

– Mercado Consumidor

– Ambiente regulatório

– Acesso a capital

– Apoio aos empreendedores

 

Isso é importante, primeiro porque é uma visão de empreendedores que estão de fato inseridos no mercado e entendem como ninguém o que está bom e o que pode ser melhorado. Segundo, porque esses tópicos são fundamentais quando analisamos uma comunidade.

O ecossistema brasileiro já provou o seu valor com seus unicórnios, grandes investimentos e cases de sucesso. Resta nos preparar para evoluir e torná-lo cada vez mais relevante no cenário de inovação.

Curioso pelos resultados finais?

ACESSE A RADIOGRAFIA AQUI:

http://ecossistemasdestartups.com.br/

 

 

 

17/08/2018 | Maratonas apontam caminhos para criar

 

Por Nathália Larghi

Anuário Valor Inovação Brasil 2018

 

 Para lançar novos produtos e enfrentar a forte competição,

a Cielo ampliou canais de interação com clientes, funcionários e o mercado

 

 

Desde que o Banco Central de­terminou o fim da exclusivida­de entre bandeiras de cartões e credenciadoras - empresas donas das maquininhas que capturam pa­gamentos feitos no crédito e no débito -, a competição no setor ficou muito mais acir­rada. A saída encontrada pela Cielo, líder do segmento, foi reforçar o investimento em tecnologia e inovação, com o intuito de criar produtos e serviços customizados aos mais variados tipos de clientes.

 

O caminho escolhido foi acabar com as duas áreas da empresa que eram voltadas para inovação. Embora soe contraditório, Danilo Caffaro, vice-presidente de produ­tos, negócios, inovação e marketing, afirma que o objetivo da mudança era disseminar por toda a companhia que promover a ino­vação é uma responsabilidade de todos os funcionários e áreas.

 

Os colaboradores das áreas extintas foram realocados dentro da empresa e foi criado o projeto "Garagem Cielo". A iniciativa tem a função de promover de­bates, projetos e hackathons - maratonas de programação que visam a resolução de um problema ou a criação de uma solu­ção - voltados para a inovação. O projeto propõe que as discussões sejam feitas junto a três públicos diferentes: clientes, funcionários e mercado.

 

A interação com os clientes, segundo Caffaro, é fundamental no atual momen­to, em que a concorrência no segmento está major. O objetivo é que a companhia entenda as demandas do mercado para desenvolver produtos e serviços adequa­dos para diferentes tipos de empresas, comércios e prestadores de serviços. O resultado de uma dessas pesquisas foi o desenvolvimento do terminal Lio.

 

Essas maquininhas, além de transa­cionarem cartões, também contam com ferramentas e aplicativos de gestão de estoque e de fluxo de caixa. Atualmente, existem 50 mil terminais no mercado, em duas versões - a primeira foi lançada em 2016. A companhia espera ampliar esse número por meio de uma campanha de marketing direcionada aos lojistas. Até agora, segundo Caffaro, as maquininhas presentes no mercado, em sua grande maioria, vinham sendo operadas por empresários que já eram clientes da Cielo.

 

Quando desenvolveu o produto, a Cielo decidiu colocá-lo disponível rapidamente para checar como ela iria funcionar e se de­veria ser melhorado. "A ideia era, primeiro, fazer experimentação tanto da primeira versão como da atual de maneira mais interna, nos nossos próprios canais, sem apoio de mídia. Agora estamos prontos, estamos com o produto redondo. Temos clientes verbalizando aquilo que acreditá­vamos que a Lio faria", afirma, para justifi­car a campanha publicitária lançada neste ano. Caffaro destaca a adoção do sistema operacional Android como avanço, já que permite ao cliente fazer download de no­vos aplicativos e atualizar o sistema.

 

Além de interagir com os clientes, a Cielo promove junto aos funcionários palestras e workshops sobre inovação, tendo como temas inteligência artificial e blockchain. "Batizamos esses encontros de Garagem Talks. Nele, identificamos um assunto relevante e trazemos para dentro da empresa", afirma Caffaro. Segundo o executivo, os temas podem ser sugeridos pelos próprios funcionários, e os palestrantes podem ser da própria Cielo, de outras empresas do mesmo grupo ou de fora.

 

0 objetivo a levar os assuntos de inovação a todas as áreas."Seria muito Iimitante se deixássemos apenas para um pequeno time a responsabilidade de, por exemplo, discutir inteligência artificial. Achamos que tínhamos que democratizar isso, per­mear por toda a empresa. Assim, quando for para implementar uma nova tecnolo­gia, todos já saberão o que é, como funcio­na e qual a importância que tem."

 

Outra iniciativa foi a organização de hackathons, maratonas para tentar iden­tificar problemas internos e resolve-los utilizando tecnologia. "Uma das versões batizamos de Vachaton", específico para matar "vacas sagradas", que são aqueles processos e soluções que sempre foram executados de um modo, mas ninguém sabe por que é feito dessa forma e nem tentou mudar", afirma.

 

Para Caffaro, tentar modificar esses métodos faz parte dessa "disseminação da cultura de inovação". Ele diz, no entanto, que, mesmo que se chegue a conclusão de que aquela "vaca sagrada" é mesmo a forma ideal de cuidar daquele projeto, o importante é que ele seja discutido. "O debate tem que fazer parte do mindset da empresa. Recebemos sugestões sabre 'vacas' que precisavam ser atacadas. Isso ia desde processos internos como trei­namentos, soluções de contas a pagar, reembolsos, que criam coisas simples que tomavam tempo desnecessário, até coisas de segurança da informação e propostas de mudar processos de produtos. Ao final, pode ser que nem mude, mas precisa ser discutido", diz. Em 2017, foram realizados três hackhatons dentro da empresa.

 

Para discutir a inovação junto ao mer­cado, a Cielo participa de eventos no Brasil e fora do país e se aproxima de startups, a fim de aprender e trocar experiências. Uma das formas encontradas para colocar o piano em prática foi a criação de um pro­jeto de mentoria de startups iniciado há pouco mais de três meses. Nele, executivos da Cielo se disponibilizam para aconselhar as fundadores dessas companhias e ajudá-­los a se organizar e resolver problemas. "Assim, a startup aprende com a executivo e com a vivência de uma grande empresa e, em troca, o executivo vê como uma startup funciona e resolve seus problemas", afirma Caffaro. Ao todo, 13 startups são ajudadas por executivos da empresa.

 

A Cielo ainda está presente em eventos e hackathons externos. No ano passado, a empresa participou de cinco maratonas fora da companhia."Tentamos identificar aqueles que estejam relacionados ao que procuramos no momento. A gente geral­mente está presente como patrocinador dessas maratonas e disponibilizamos nos­sos funcionários para serem treinadores dos times participantes da competição."

 

Segundo o executivo, é difícil sair dos eventos com "uma solução pronta", a par­ticipação, no entanto, acaba fomentando discussões e trazendo ideias para desen­volver dentro da companhia. Para ele, a discussão junto a outras empresas e insti­tuições é fundamental, "A gente acredita que a inovação, para ser plena, não dá para fazer sozinho". afirma.

 

Para se relacionar com pesquisadores e desenvolvedores de fora, além de parti­cipar de eventos, a empresa criou a "Cielo Store", que funciona como uma loja de aplicativos para que os clientes dos termi­nais Lio possam escolher quais funciona­lidades irão baixar para sua maquininha. Caffaro explica que existe um programa específico para selecionar quais apps vão estar disponíveis na loja.

 

"Temos desde desenvolvedores pessoas físicas até empresas que criam soluções e submetem para a gente, 'olha, temos aqui um app que pode estar dentro da Lio ou dentro da Cielo. A gente avalia e, se for aprovada, disponibiliza dentro da  plata­forma". diz. Ele ainda afirma que até os próprios clientes desenvolvem aplicativos para usarem sua maquininha Lio e ajudar na gestão do seu negócio.

 

A discussão mais abrangente sobre ino­vação, segundo Caffaro, faz toda a diferen­ça na companhia. Ele afirma que, quando existiam as áreas voltadas exclusivamen­te para inovação, alguns funcionários se dedicavam a isso. "Atualmente, todos os 2,5 mil colaboradores diretos da empresa estão envolvidos com inovação, de modo que faça parte de nosso DNA como em­presa de meio de pagamento."

 

Fonte:

Revista Anuário Valor Inovação Brasil 2018 - Valor Econômico

 

Link para a premiação:

https://www.strategyand.pwc.com/br/inovacao-brasil

17/08/2018 | Itaú inaugura nova sede do centro para startups Cubo

Publicado em 15/08/2018

Por Aline Bronzati - O Estado de S. Paulo

 

Espaço de inovação agora terá 20 mil metros quadrados, na Vila Olímpia, zona sul da capital paulista, e quer receber mais de 200 empresas; hoje, são 65 startups, que faturaram R$ 230 milhões entre janeiro e julho deste ano

 

O Itaú abriu nesta quarta-feira, 15 a nova sede do Cubo, centro de inovação voltado para startups tocado em parceria com o fundo Redpoint eVentures. O novo espaço, que também fica na Vila Olímpia, zona sul da capital paulista, tem 20 mil metros quadrados e quer sediar 200 empresas iniciantes de tecnologia, recebendo cerca de 2 mil pessoas todos os dias. 

 

"A proposta de valor do Cubo é fomentar o empreendedorismo, criar valor para o País, criar negócios e, obviamente, com isso, o banco também vai se beneficiar", resumiu Ricardo Guerra, diretor executivo de tecnologia do banco, em coletiva de imprensa realizada na inauguração do espaço, em São Paulo. O Itaú não abre os investimentos feitos uma vez que o Cubo é uma empresa sem fins lucrativos e que o banco não espera retorno financeiro da iniciativa. 

O executivo garante, no entanto, que a instituição já ganhou, segundo o executivo, em múltiplas frentes com o investimento tais como sob o ponto de vista do aperfeiçoamento da cultura da organização, modelo de negócios, adoção de novas tecnologias e uma gestão centrada no cliente.

"O mundo tem evoluído muito para um modelo digital e para isso é preciso velocidade, conexão e entregas contínuas para de fato entregar uma experiência melhor em escala. Esse era um modelo que não era empregado no banco nem em empresas até poucos anos atrás", destacou Guerra.

As empresas novatas de tecnologia já nascem com essa cultura, de acordo com ele, e o fato de o Itaú estar inserido nesse ecossistema "até o último fio de cabelo" afeta "frontalmente" a cultura do banco e o seu modelo de gestão. Desde o lançamento do Cubo, há três anos, 12 mil funcionários da instituição já participaram do espaço, cerca de 15% do quadro total de colaboradores do banco.

Expansão. Por ora, há 65 startups residentes – cerca de 1,5 mil já foram avaliadas pela equipe do Cubo para estar no espaço – e o potencial, de acordo com Guerra, é abrigar mais de 200 novatas, número este que deve variar dependendo do tamanho das empresas e também do tempo de permanência.

A ideia para a criação do novo Cubo, conforme o diretor de tecnologia do banco e responsável pelo centro, Lineu de Andrade, surgiu 18 meses após a inauguração da primeira versão. De lá para cá, os números da iniciativa se multiplicaram. Os negócios gerados entre grandes empresas e startups praticamente dobraram neste ano em relação a todo o exercício de 2017, saltando de 373 contratos no ano passado para mais de 720 de janeiro a julho. O faturamento seguiu na mesma toada, passando de R$ 110 milhões para mais de R$ 230 milhões, na mesma base de comparação. Além disso, o investimento das grandes empresas nos modelos de negócios das startups em 2018 já equivale a todo o montante aportado em 2017.

"Nosso grande objetivo com o Cubo é fomentar o ecossistema. O valor que temos aqui dentro é criar um centro de gravidade para que as grandes empresas, as mais jovens, universitários, investidores, todos possam se reunir, aprender e, acima de tudo, fazer negócios", disse Guerra. "O Cubo é um grande centro de negócios e a regra primordial é excelência. Queremos ter os melhores profissionais, as melhores startups e as melhores empresas focadas em empreendedorismo", acrescentou.

Atualmente, o Cubo conta com 18 mantenedores – grandes corporações – e, conforme Lineu, no novo espaço a expectativa é ampliar esse número para um total de 30 empresas. O novo espaço passa a contar com cinco verticais, sendo cada uma delas tocada em parceria com uma empresa especializada. São elas: educação com a Kroton, saúde com a Dasa, varejo com a BRMalls, fintech com o Itaú e Rede (ex-Redecard), e indústria, esta última ainda com o parceiro em aberto.

De acordo com Guerra, o banco está à procura de uma empresa para atuar na vertical de indústria e não descarta a possibilidade de ampliar o leque de parceiros atual. "O setor agro brilha nossos olhos", sugeriu ele.

Há quatro formatos de parcerias diferentes entre o Cubo e seus mantenedores. Para os residentes, o custo mensal do centro gira em torno de mil reais por assento.

Sobre a ampliação do Cubo, Guerra explicou que essa é uma questão constante na mesa de debates, mas que o grande valor do espaço está na escala, ou seja, na união de todos os envolvidos num mesmo espaço, que aumenta o potencial da iniciativa. No entanto, para atender mais startups e outras regiões do País o banco juntamente com seu parceiro investiu numa plataforma digital do Cubo que contempla mais de 250 novatas que têm acesso a um processo de curadoria semelhante às empresas residentes no espaço físico.

No início do ano, o Bradesco inaugurou um centro de empreendedorismo e incentivo à inovação, o inovaBra habitat, que conta com mais de 180 startups. Já o Banco do Brasil está investindo, sem alarde, em pequenas unidades de incentivo à inovação espalhadas pelo País. Já o Santander não tem um espaço físico nestes moldes.

Link da matéria original:

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