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Banco do Nordeste expõe obra do artista plástico cearense Siegbert Franklin

Fortaleza, 15 de abril de 2016 Desenhos de traços rápidos e vigorosos, com fortes cores que trazem o ritmo do rock e denunciam a marginalização de figuras humanas na sociedade de consumo. Este é um forte elemento que caracteriza a obra do artista plástico cearense Siegbert Franklin. O público de Fortaleza poderá conferir um pouco do seu trabalho no próximo dia 19 de abril, quando será lançada a exposição "Sonhos e Enigmas", com dez obras suas que compõem o acervo artístico do Banco do Nordeste. O lançamento ocorre na galeria do Espaço Cultural Correios (Rua Senador Alencar, 38 - Centro), às 16h. As visitações prosseguem no mesmo local, até o dia 1º de julho, sempre de segunda a sexta, das 8h às 17h.

Essa será a primeira mostra do artista, após sua morte ocorrida cinco anos atrás, e abre homenagens ao desenhista, pintor e músico cearense, nascido em 1947. A mostra também terá uma cronologia comentada de Siegbert, enquanto artista plástico e músico.

A crítica social emerge na obra de Siegbert Franklin em figuras disformes que se perdem em meio a abstrações, rabiscos e transparências, em colagens e sobreposições. O artista volta-se em direção ao mundo dos humildes, dos excluídos, dos desajustados e dos idosos.

Coleção Banco do Nordeste

A coleção Banco do Nordeste é formada por quase mil obras de artistas brasileiros, todas catalogadas e fotografadas, que permitem conhecer a diversidade da arte, sobretudo a nordestina.

A coleção é composta, na sua grande maioria, por artistas brasileiros modernos e contemporâneos, tendo a primeira aquisição acontecido em 1956, com obras como “Jangadeiros em Palestras”, de Raimundo Cela.

Entre 1981 e 1991, foram adquiridas 35% das obras atuais. No período de 2005 a 2013, foi retomada a política de aquisição de obras de arte, desta feita com o objetivo de compor um acervo sob a responsabilidade do Centro Cultural Banco do Nordeste. Nesta nova fase, a coleção foi formada a partir dos segmentos: Gravura Nordestina, Referências da História da Arte no Nordeste e Produção Contemporânea com características para o experimental e liberdade criativa.

Além de exposição de obras artísticas, a atuação do Banco do Nordeste no campo da cultura inclui ações desenvolvidas em seus três centros culturais (em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Souza) que, em 2015, tiveram um público total de visitantes de mais de 506 mil pessoas.

Nos últimos dez anos, o Banco do Nordeste já investiu R$ 61,4 milhões em projetos culturais por meio de instrumentos de patrocínio, incluindo a Lei Rouanet.

Carreira artística

Antes de se denominar como artista plástico, Siegbert tinha o rock como sua preferência musical e tocava nos poucos grupos da cidade de Fortaleza. No entanto, foi nas artes plásticas que ele se firmou a partir dos anos 1980, período que desenvolveu sua carreira em São Paulo.

Siegbert participou de vários salões oficiais e exposições coletivas, entre eles: VII Salão Nacional do Estado do Ceará (1981); 47º Salão de Belas Artes de São Paulo (1982); VII Exposição de Belas Artes Brasil-Tókio, Japão (1985Entre suas exposições individuais destacam-se: "Feira de Ilusões", Galeria Antonio Bandeira, Fortaleza, CE (1977); "Luzes do Equador", Centro Cultural Brasil-Alemanha, Fortaleza, CE (1978); Galeria do Ideal Clube, Fortaleza, CE (1980 e 1981); "Aquarelas", Chroma Galeria, São Paulo (1986); Galeria Oscar Seráfico, Brasília (1989); "Luzes do Equador", Circuito Intercolegial e Universitário de Jaboticabal (1998); Art-Web2000, Künsthaus, Nuremberg, Alemanha (2000); "Lembranças do Futuro" na Kasper Haus, Nuremberg, Alemanha (2001); Salão de Exposições da Prefeitura de Nuremberg, Alemanha (2002).

Suas obras encontram-se em importantes coleções oficiais e particulares, além do Banco do Nordeste: Museu de Arte de São Paulo; Paço das Artes, São Paulo; Museu de Arte Contemporânea, Curitiba; Museu de Arte Moderna da Bahia; Museu da Universidade Federal do Ceará; Museu de Arte Moderna, São Paulo; Museu de Arte de Ribeirão Preto; Museu Banespa; Museu CCBEU, Belém do Pará; Embaixada do Chile, Berlim (Alemanha) e Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.

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