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BNB planeja aplicar R$ 778 milhões com recursos do FNE em Sergipe em 2020

Aracaju, 19 de setembro de 2019 – O Banco do Nordeste realizou reunião com representantes do setor produtivo, entidades de classe e projetistas de Sergipe, para programar a alocação de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para 2020. A reunião foi realizada nesta quarta-feira (17), no auditório do Sebrae em Aracaju.

O planejamento visa aplicar R$ 778,7 milhões no ano de 2020 em Sergipe. Após a contribuição dos parceiros, a programação orçamentária ficou distribuída da seguinte forma: R$ 300 milhões para os setores de comércio e serviços (39%), R$ 160 milhões para a agricultura (21%), R$ 130 milhões para a indústria (17%), R$ 120 milhões para a pecuária (15%), R$ 60,9 milhões para a agroindústria (8%) e R$ 7,8 milhões para o turismo (1%).

"É fundamental que exista um fomento para que aconteçam as oportunidades. O empresário tem toda a expertise, o conhecimento, sabe onde vai investir, mas precisa desse apoio. E ele consegue transformar esse apoio em resultados, promovendo emprego e renda para as pessoas. É possível fazer mais e melhor quando o propósito é melhorar o ambiente de negócios", afirmou o vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), Robson Pereira.

Para o superintendente estadual do BNB, César Santana, o momento configura-se como uma construção participativa, um planejamento democrático, por meio do qual o Banco busca combater as desigualdades regionais e atender preferencialmente a micro e pequena empresa, o mini e pequeno produtor rural, de acordo com as diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento Regional. “O Banco buscar aplicar mais recursos nos municípios com índices de estagnação econômica. E vale destacar que o orçamento é apenas um piso, ou seja, o objetivo é que o total aplicado seja ainda maior", disse.

O evento é promovido anualmente em toda a área de atuação do BNB, que inclui todos os estados do Nordeste e Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, e segue diretrizes e orientações gerais do Ministério do Desenvolvimento Regional, do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e dos Planos Plurianuais Estaduais, dentre outros normativos. A programação leva em conta ainda preceitos legais de alocação mínima de recursos no Semiárido e de acordo com o porte do cliente, garantindo crédito para as regiões menos favorecidas e para os mini e pequenos empresários e produtores rurais.

O diretor de planejamento do Banco do Nordeste, Perpétuo Socorro Cajazeiras, e o superintendente de políticas de desenvolvimento do Banco do Nordeste, Henrique Tinôco, participaram do evento, que é o ponto alto de um trabalho que dura quatro meses. "Iniciamos esse planejamento em junho, conversando com todos os entes da sociedade. É uma maneira transparente de fazer o plano de alocação do FNE e a sociedade fica sabendo onde esses recursos serão aplicados", explicou Perpétuo.

FNE

O FNE é uma conquista regional obtida na Constituição de 1988, que destina 1,8% do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados para aplicação em programas de financiamento aos setores produtivos da área de atuação da Sudene. O Banco do Nordeste é o gestor do Fundo, principal fonte de recursos para financiamento aos empresários e produtores rurais da Região, visando minimizar as diferenças entre Nordeste e Sul/Sudeste.

De acordo com o superintendente de políticas de desenvolvimento do Banco do Nordeste, Henrique Tinôco, o papel do fundo é estratégico para a economia regional. "O FNE é o principal fundo de desenvolvimento do Nordeste. Chega a ser três vezes mais que os recursos aplicados por alguns estados anualmente. Por isso é um dever institucional fazer o desenho com a colaboração da sociedade, para alocar os recursos de acordo com as prioridades dos setores econômicos locais", destacou Henrique.

Ano passado, o BNB aplicou mais de R$ 1 bilhão com recursos do FNE em Sergipe, o dobro do valor contratado em 2018. No primeiro semestre deste ano, os contratos realizados no estado com recursos do Fundo somaram R$ 500,1 milhões, um aumento de 39,6% em relação ao mesmo período de 2018.