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Financiamentos do BNB para cultivo do milho crescem mais de 200% em Alagoas

De janeiro a agosto, foram contratados R$ 15,8 milhões para operações de custeio e investimento na atividade

Maceió (AL), 23 de setembro de 2021 - De janeiro a agosto de 2021, as contratações do Banco do Nordeste destinadas ao cultivo do milho, em Alagoas, foram quase quatro vezes maiores do que o financiado em todo ano de 2020 para esse tipo de grão (aumento de 239%). No período analisado, foram R$ 15,8 milhões em crédito para a atividade, distribuídos em 103 operações financeiras de custeio e investimento.

A alta nos financiamentos acompanha a aposta de produtores locais e de investidores de outros estados no potencial alagoano para essa cultura, em razão das boas condições climáticas e da crescente demanda do mercado, com preços vantajosos, segundo avalia o superintendente Estadual do BNB, Sidinei Reis.

"Os projetos voltados a custeio e investimento do milho apoiados pelo Banco do Nordeste cresceram consideravelmente este ano, em Alagoas, e já representam 85,4% de todo o crédito destinado à atividade de grãos, que inclui outros cultivares como soja, feijão e arroz. A modernização do segmento, a experiência exitosa do vizinho estado de Sergipe e a necessidade dos produtores de diversificação da produção também contribuem para o aumento das áreas destinadas ao grão", destaca o gestor.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Alagoas, foram cerca de 40 mil hectares ocupados com milho, na safra 2019/2020, o que representa aumento de 13,3% em relação ao plantado para a safra 2018/2019. Ainda de acordo com a Conab, a produtividade da última safra também cresceu em comparação à anterior, atingindo 1.600 kg/hectare, um aumento de 11,9%, com expectativa de alta para a safra atual. Para todo o Brasil, a Conab estima recorde de colheita do milho, em torno de 116 milhões de toneladas.

Quanto aos municípios alagoanos que mais demandaram crédito do BNB para a atividade, até agosto deste ano, estão, em ordem decrescente, Major Isidoro, Batalha, Girau do Ponciano, Igaci, Jaramataia e Atalaia. Em relação ao segmento dos agricultores financiados, que investiram em milho no período analisado, 65% foram de pequeno e mini produtores rurais, 31% de agricultores familiares e de microempreendedores rurais, e 4% de outros portes.


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