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Projeto de game terapêutico recebe financiamento do Banco do Nordeste

Aracaju (SE), 19 de janeiro de 2016 - A satisfação vem em dobro quando o financiamento gera, ao mesmo tempo, empreendedorismo e resultado social. É o caso de um grupo de jovens empresários, responsável por desenvolver um jogo de videogame diferente, destinado à reabilitação de pessoas com dificuldades físicas, motoras e cognitivas. O grupo conseguiu expandir o projeto, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Por meio da linha de crédito FNE-MPE Serviços, operacionalizada pelo Banco do Nordeste, os empresários procederam a reforma e a compra de equipamentos para a sede da empresa, constituída há exatamente dois anos. "Assim contribuímos para desenvolver, inovar e aprimorar as micros e pequenas empresas do nosso Nordeste", afirma a gerente geral da Agência Aracaju Jardins, Carmelita Gomes.

Desenvolvido há pouco mais de um ano, o Ludsgame auxilia o trabalho de fisioterapia de forma lúdica. Trabalha sobretudo o equilíbrio. "O jogo torna o tratamento agradável e motiva o paciente. A criança fica tão envolvida que chega a esquecer as dores", explica Michell Angelo Lima, professor da Universidade Federal de Sergipe e idealizador do projeto.

A novidade nasceu assim: a sócia Elaine Matos tem um sobrinho com paralisia cerebral, que estava descontente com as terapias tradicionais. O marido de Elaine é o professor Michell, que colocou seu conhecimento em tecnologia e design à prova, propondo o desenvolvimento de games voltados para terapias em saúde. Para colocar o projeto em prática, entra em ação o terceiro sócio da empresa: o jovem desenvolvedor e, agora administrador, Renan Franca.

"Adorei a ideia e aceitei no primeiro momento", diz Renan. E a iniciativa ganhou fôlego em pouco tempo. Em 2014, a empresa foi contemplada com apoio financeiro por meio de edital da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec/SE). E no ano seguinte, recebeu o prêmio Pesquisa de Destaque Nacional pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Hoje, a equipe conta com 14 pessoas, entre programadores, designers, voluntários, bolsistas, pesquisadores e fisioterapeutas.

A previsão é que o jogo comece a ser comercializado ainda este mês, para clínicas, profissionais de fisioterapia e famílias. A exportação também está nos planos do grupo. "Com o crescente uso de aplicativos e produtos eletrônicos interativos pela sociedade, a demanda por esse tipo de game tende a aumentar", avalia Renan.


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