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Setor rural alagoano é destaque nas contratações do Banco do Nordeste em 2020

Maceió (AL), 12 de janeiro de 2021 – As contratações do Banco do Nordeste destinadas ao setor rural alagoano somaram, em 2020, R$ 346 milhões em 30 mil operações de crédito, um incremento de 3,5% na comparação com o resultado de 2019. Nessa seara, as maiores altas foram os contratos realizados com pequenos e mini produtores rurais (40%), seguidos pelos agricultores familiares (7,4%), aqui incluído o microcrédito rural, que registrou elevação de 12%.

Para o superintendente Estadual do BNB em Alagoas, Sidinei Reis dos Santos, o desempenho reflete a importância da agropecuária na economia do Estado, segmento que, "em que pese as dificuldades oriundas da pandemia, conseguiu crescer na participação do PIB do Estado, contribuindo para a sustentabilidade da economia local, em um ano de crise". Sidnei avalia o desempenho do Banco como fundamental para a fixação do homem no campo e geração de emprego e renda em áreas menos favorecidas. "Crescemos especialmente nas operações contratadas com os pequenos produtores e trabalhadores da agricultura familiar. Foram R$ 165,2 milhões aplicados do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), sendo R$ 147,4 milhões destinados aos microempreendedores rurais, atendidos por nosso Programa Agroamigo. Já os pequenos e mini produtores financiaram R$ 86,5 milhões", detalha.

Atividades

O gestor também destaca o incremento de operações de crédito nos segmentos agrícola e pecuário. "O segmento agrícola foi o que mais cresceu no âmbito do setor rural, atingindo 36% de incremento nos financiamentos, em relação à 2019. A pecuária manteve a tendência de alta dos anos anteriores e obteve 10% a mais nos valores contratados", afirma.

Entre as atividades que mais demandaram pelo crédito com o BNB, em 2020, a bovinocultura se sobressaiu com 60% de total contratado com o setor. Quanto às maiores altas no comparativo com o ano anterior, a cultura de grãos triplicou o volume de financiamentos, somando R$ 9,7 milhões, seguida por avicultura, que obteve aumento de 100%, e fruticultura, com incremento de 50%.

Na distribuição do crédito rural no território alagoano, o semiárido ficou com 41% do total desses recursos.

Parceria

Um dos beneficiados com o crédito foi o produtor rural Flávio Amaral, que pratica a bovinocultura de leite na fazenda Mandacaru, localizada no município Major Izidoro, na bacia leiteira do Sertão alagoano. Do segmento classificado como pequeno produtor, Amaral conta com a parceria do BNB nos mais de 30 anos de atividade e, ano passado, contratou o crédito para o custeio pecuário.

Em sua propriedade, que é referência no manejo agroecológico na região, são 150 animais, com produtividade de 3.500 litros de leite por dia. Flávio chama a atenção para o apoio do Banco e a importância do crédito, principalmente para viabilizar a atividade de forma diferenciada e com respeito ao meio ambiente. "O Banco está com a gente desde o início. O sertão é fértil, desde que utilizemos as técnicas corretas e que respeitemos a natureza. É sobre aprender a lidar com tudo o que ela pode oferecer e não esgotar os recursos desordenadamente", ressalta.

Além da bovinocultura leiteira, há o cultivo da tradicional palma, utilizada na alimentação dos animais, e leguminosas que auxiliam na renovação dos nutrientes do solo e destinadas ao consumo interno. Todo o material orgânico é devolvido à natureza na forma de fertilizantes preparados na própria fazenda, assegurando baixo custo e melhor qualidade dos insumos.

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