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Banco do Nordeste e AgroNordeste investem em 12 territórios paraibanos na pandemia

João Pessoa (PB), 30 de dezembro de 2020 – Mesmo com os desafios impostos pela pandemia de covid-19 na Paraíba, os 12 territórios mapeados pelo Programa de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste e pelo AgroNordeste mantiveram os investimentos para a manutenção de suas atividades. Da carcinicultura à criação de caprinos e ovinos, passando pela atividade têxtil e de confecção, até o turismo rural e a criação de gado leiteiro, todos foram remodelados pelas mudanças sanitárias e adotaram protocolos de segurança para produção e oferta de produtos e serviços.

Por meio do crédito do Banco do Nordeste, foram investidos R$ 286 milhões em 2020 até o mês de novembro nos territórios mapeados, que são: Cariri Oriental (bovinocultura leiteira), Vale do Piranhas (fruticultura-coco), Borborema (avicultura alternativa), Cariri Ocidental (caprinovinocultura), Curimataú (caprinocultura de leite), Médio Piranhas (bovinocultura leiteira), Piemonte da Borborema (ovinocultura e aquicultura), Vale do Paraíba (turismo), Médio Sertão Paraibano (bovinocultura leiteira), Serra do Teixeira (apicultura), Brejo Paraibano (turismo) e Vale do Piancó (têxtil e confecções).

Participante da cadeia do turismo rural do brejo, a comunidade Chã do Jardim sentiu os impactos que o ano impôs. Os proprietários do restaurante Vó Maria, na cidade de Areia, tiveram as atividades paralisadas por três meses. As visitas dos turistas deram lugar aos serviços delivery. Para compensar a redução da clientela, aumentaram a produção de polpas de frutas por meio da fábrica financiada com o Banco do Nordeste.

"Com a pandemia fechamos o restaurante por três meses e passamos a fazer entregas. Levamos nossas polpas produzidas aqui na comunidade para João Pessoa e Campina Grande. Depois voltamos com o restaurante, mas continuamos as entregas das polpas nas cidades uma vez por semana, pois foi um mercado que ampliamos", explica a líder comunitária e empreendedora social, Luciana Balbino.

O turismo rural é uma cadeia que engloba os territórios do Vale do Paraíba e do Brejo. Os dois territórios contabilizam quase R$ 9 milhões investidos ao longo do ano, resultado de operações com o Banco do Nordeste. "A cadeia do turismo é ampla, de modo que diversos equipamentos interferem e agregam valor, seja um restaurante, uma livraria, uma loja de conveniência. Isto é, todos os agentes econômicos que, de alguma forma, buscaram melhorar os estabelecimentos, adotaram sistemas fotovoltaicos para reduzir custos em longo prazo, ou acessaram um capital de giro para adquirir estoque para serviços delivery, participam da cadeia", explica o gerente executivo do BNB, Izidro Barreiro.

No Piemonte da Borborema, nas proximidades do Rio Paraíba, a criação de camarão tem boas expectativas de crescimento com a integração ao Prodeter. A atividade cresceu 403% no Estado, somente em 2019, sendo o terceiro maior produtor do país (4,3 mil toneladas), atrás do Ceará (16,7 mil toneladas) e do Rio Grande do Norte (20,7 mil toneladas), de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Paulo Emílio Sousa é técnico extensionista da Empresa Paraibana de Pesquisa Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer) e gerente regional da empresa de Itabaiana, núcleo da produção do camarão. Segundo ele, a atividade vem crescendo desde 2009. A Empaer é uma organização que atua no suporte aos produtores com a elaboração de projetos. "Temos boas expectativas para o próximo ano, pois a carcinicultura vem se desenvolvendo, inclusive, com o uso agregado da energia solar para reduzir custos. As águas interiores para a produção encontram aqui, no Rio Paraíba, condições favoráveis de salinidade e bioquímica; esse é um fator bastante positivo. Temos as questões de licenciamento ambiental e de outorga d'água que contam com a parceria do governo estadual. Tudo isso favorece o produtor", ressalta.

Outra cadeia produtiva priorizada pelo Prodeter é a de gado leiteiro, que faz parte dos territórios do Cariri Oriental, Médio Piranhas e Médio Sertão. O agente de desenvolvimento do Banco do Nordeste da agência de Patos, Thiago Medeiros, explica que toda a dinâmica foi alterada para o ano, com a necessidade do distanciamento social. Os comitês gestores municipais e territoriais, que acompanham os Planos de Atividades Territoriais (PATs) do Prodeter, passaram a promover encontros virtuais e, com isso, buscaram reduzir os impactos econômicos da pandemia.

“Tivemos encontros online e visitas, na maioria das vezes mediante agendamento, e sem aglomeração de pessoas. Buscamos entender os gargalos da cadeia produtiva, prospectamos negócios e estivemos próximos dos produtores”, explica o agente de desenvolvimento. Nos três territórios que trabalham com a bovinocultura leiteira, foram contabilizados mais de R$ 40,5 milhões para a atividade pelo Prodeter.

 

Hidroponia é exemplo pelo AgroNordeste

Uma das características do programa AgroNordeste é o desenvolvimento de atividades no meio rural, considerando aspectos de sustentabilidade e uso de tecnologias para otimizar a produção. Na Paraíba, é executado na região do Cariri Oriental e Ocidental. É o que pode ser conferido no município de Prata. Numa pequena propriedade de pouco mais de 1 hectare, a cliente Maria do Rosário resolveu implantar duas estufas para cultivar hortaliças pelo sistema da hidroponia. As estufas são automatizadas e o sistema reutiliza água. Os itens foram financiados com o Banco do Nordeste."Começamos em 2019 com alface e coentro, e já abastecemos pontos de venda de feiras nas cidades circunvizinhas", explica a proprietária.

 

Objetivos do Prodeter e AgroNordeste

O Prodeter é uma estratégia que busca organizar, fortalecer e elevar a competitividade de atividades potenciais de um território identificado. Em cada um dos 12 territórios paraibanos, foi instalado um Comitê Gestor Territorial com o objetivo de conduzir um Plano de Ação Territorial para viabilizar a produção e a comercialização dos produtos.

O Agronordeste é um plano de ação elaborado pelo Governo Federal para impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável do meio rural da região Nordeste. Foi lançado em outubro de 2019, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O programa foi elaborado a partir do estudo das cadeias produtivas que têm relevância socioeconômica e potencial de crescimento na região.

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