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Produção de carnes nobres no Norte de Minas ratifica potencial produtivo da região

Fazenda Santa Terezinha recebe presidente da Embrapa e comitiva do Banco do Nordeste

Montes Claros (MG), 16 de novembro de 2020 - A família Geo escolheu o Norte de Minas Gerais para a implantação de um empreendimento de alto padrão: a produção de carnes nobres, de bovinos da raça angus. A Fazenda Santa Mônica, no município de São João da Ponte, abriga 65 mil cabeças de gado e é um oásis de produtividade sustentável no Semiárido mineiro. O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Luiz Moretti, e o superintendente estadual do Banco do Nordeste para Minas Gerais e Espírito Santo, Wesley Maciel, conheceram as instalações, onde são desenvolvidos os produtos Carapreta.

A produtividade na Fazenda Santa Mônica atinge um patamar de excelência: são 120 arrobas por hectare, enquanto a média nacional é de 5,5 arrobas por hectare. O também trabalha com ovinos e pescados e produz soja e milho em sistema de rotação de cultura, o que contribui para a recuperação do solo. A energia do empreendimento é gerada por biogestores que usam como fonte os resíduos dos animais e é usada para captar água. A mesma água é utilizada no tanque dos peixes, para o gado e na produção agrícola.

A alta tecnologia empregada, principalmente em relação ao uso sustentável dos recursos hídricos, surpreendeu o presidente da Embrapa. “O Brasil saiu da posição de importador de alimentos, como carne, cinco décadas atrás para se tornar a potência que somos hoje porque tivemos ao longo da história produtores como esta família. Falamos da economia circular da água como um conceito, mas muitas vezes não temos a oportunidade de vê-la no mundo real.”, observa Celso.

O Banco do Nordeste é parceiro do empreendimento e já financiou biodigestor e liberou crédito para custeio. O superintendente Wesley adianta que a instituição prevê apoiar a construção de um centro de treinamento e a implantação de um abatedouro de bovinos na Fazenda Santa Mônica, o que atualmente é feito em Contagem. “Os índices de produtividade são impressionantes e expressivos. Além disso, a importância social do projeto é imensa. Está no Norte de Minas, no Semiárido, e gera 600 empregos qualificados e com bons salários em uma região carente, com pouca oferta e baixa industrialização”, salienta. 

São João da Ponte tem o 828º Índice de Desenvolvimento Humano do estado entre os 853 municípios mineiros (0,569 contra 0,731 de Minas Gerais). O empresário Rodolfo Geo destaca que um dos objetivos do projeto é industrializar o campo, por meio da reversão do êxodo rural, com a absorção de mão de obra local, da mais simples à mais graduada.

O irmão e sócio José de Lima Geo Neto complementa que “é possível e é urgente” empreender no Semiárido mineiro. “O Norte de Minas é a região do estado com o maior potencial produtor do futuro. Aqui tem abundância de gente, de sol e de recursos hídricos, no subsolo e nos rios. Confiamos muito no Banco do Nordeste, porque o Banco nasceu para isso: resolver os problemas estruturais da região”, reconhece.

A comitiva do BNB também contou com a presença do gerente executivo Demétrius Monteiro e do gerente da agência Montes Claros, Danilo Cordeiro, responsável pelo atendimento ao grupo. “O manejo intensivo, o cuidado com os recursos ambientais, a preocupação com a capacitação dos funcionários e com a comunidade local são marcas desse projeto, que podem ser replicadas em outros empreendimentos, mesmo que em menor escala. O empreendimento comprova que, com profissionalismo e tecnologia adequada, a região é viável e oferece muitas oportunidades”, afirma Danilo.


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