ANÁLISE DO PROGRAMA CRIANÇA ALAGOANA SOBRE A TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL NOS MUNICIPIOS DE ALAGOAS
DOI:
https://doi.org/10.61673/ren.2027.3129Palavras-chave:
Primeira Infância, Políticas Públicas, Saúde PúblicaResumo
As condições iniciais e o ambiente familiar são prognósticos da qualidade de vida e da garantia de acesso a serviços e lugares que os indivíduos irão ter no decorrer da vida. A primeira infância, período de 0 a 6 anos, é uma janela de oportunidade para promoção de intervenções para reduzir as disparidades sociais e ampliar condições futuras para que os indivíduos possam ter oportunidades similares. No estado de Alagoas foi criado o Programa Criança Alagoana (CRIA) com o objetivo de promover o desenvolvimento integral das crianças, sendo o objetivo deste artigo avaliar o impacto do CRIA na taxa de mortalidade infantil. As estimações, utilizando dados do DATASUS para o ano de 2021, foram realizadas por regressão após o uso do Propensity Score Matching para construção do grupo contrafactual. O resultado indica que não foi possível observar efeito significativo do Programa Criança Alagoana sobre a taxa de mortalidade infantil para o período analisado.
Downloads
Referências
ALVES, D., BELUZZO, W. Infant mortality and child health in Brazil. Economics and Human Biology, v. 2, n. 3, p. 391-410, 2004.
ARAÚJO, R. et al. Índice de mortalidade infantil no nordeste brasileiro entre 2015 e 2017. Rev. Enferm. Digit. Cuid. Promoção Saúde, v. 5, n. 1, p. 19-23, jan./jun. 2020.
BANCO MUNDIAL. Como investir na primeira infância: um guia para discussão de políticas e a preparação de projetos de desenvolvimento da primeira infância. São Paulo: Singular, 2015. Disponível em: https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/crianca_feliz/Como_Investir_na_Primeira_Infanc ia.pdf. Acesso em: 14 maio 2025.
BLACKWELL, M. et al. Cem: Coarsened Exact Matching in Stata. The Stata Journal, v. 9, n. 4, p. 524-546, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1177/1536867X0900900402. Acesso em: 14 maio 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde. Saúde Brasil 2018: Uma análise de situação de saúde e das doenças e agravos crônicos: desafios e perspectivas. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. 424 p. Disponível em: https://svs.aids.gov.br/daent/centrais-de-conteudos/publicacoes/saude-brasil/saude-brasil-2018-analise-situacao-saude-doencas-agravos-cronicos-desafios-pespectivas.pdf. Acesso em: 16 maio 2025.
CHORNIY, A.; CURRIE, J.; SONCHAK, L. Does prenatal wic participation improve child outcomes? American Journal of Health Economics, Spring, v. 6, n. 2, p. 169-198, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1086/707832. Acesso em: 14 maio 2025.
CORMAN, H.; DAVE, D. M.; REICHMAN, N. Effects of prenatal care on birth outcomes: reconciling a messy literature. National Bureau of Economic Research, Cambridge, [s. n.], 2018. Disponível em: https://www.nber.org/system/files/working_papers/w24885/w24885.pdf. Acesso em: 14 maio 2025.
CURRIE, J.; ALMOND, D. Human capital development before age five. In: CARD, D.; ASHENFELTER, O. (Ed.). Handbook of Labor Economics, Elsevier, v. 4, p. 1315-1486, 2011. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0169721811024130. Acesso em: 14 maio 2025.
CURRIE, J.; MORETTI, E. Biology as destiny? Short- and long-run determinants of intergenerational transmission of birth weight. Journal of Labor Economics, v. 25, n. 2, p. 231-263, 2007. Disponível em: https://doi.org/10.1086/511377. Acesso em: 14 maio 2025.
DMYTRYSHYN, A. L. et al. Long-term home visiting with vulnerable young mothers: an interpretative description of the impact on public health nurses. BMC Nursing, v. 14, n. 12, p. 1-14, mar. 2015. Disponível em: https://bmcnurs.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12912-015-0061-2. Acesso em: 14 maio 2025.
FOGUEL, M. Modelo de resultados potenciais. In: MENEZES-FILHO, N. (Ed.). Avaliação econômica de projetos sociais. São Paulo: Dinâmica, 2012. p. 35-48.
GARCIA, F. et al. An empirical evaluation of primeira infância melhor program. Cadernos de Saúde Pública, v. 34, n. 4, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/vmNZF9jkzkh5CDqm6kgpzJd/?format=pdf&lang=en. Acesso em: 14 maio 2025.
GUIMARÃES, J.; SAMPAIO, B. Family background and students achievement on a university entrance exam in Brazil. Education Economics, v. 21, n. 1, p. 1-22, 2013.
HEIJ, C. et al. Econometric methods with applications in business and economics. New York: Oxford University Press, 2004.
HENDERSON, S. Community Child Health (CCH) nurses’ experience of home visits for new mothers: a quality improvement project. Contemp Nurse, v. 34, n. 1, p. 66-76, 2009. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20230173/. Acesso em: 14 maio 2025.
HONE, T. et al. Large reductions in amenable mortality associated with Brazil's primary care expansion and strong health governance. Health Affairs, v. 36, n. 1, p. 149-158, 2017. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28069858/. Acesso em: 14 maio 2025.
LAZARETTI, L.; BECKER, K. O programa criança feliz: uma avaliação do impacto sobre a mortalidade e a nutrição materna e infantil. In: ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA, 50., 2022, Fortaleza. Anais eletrônicos. Fortaleza: ANPEC, 2022. Disponível em: https://www.anpec.org.br/encontro/2022/submissao/files_I/i127ca7abe97189fe5a8a1b997216791e35.pdf. Acesso em: 14 maio 2025.
MACAÑA, E. O papel da família no desenvolvimento humano: o cuidado da primeira infância e a formação de habilidades cognitivas e socioemocionais. 2014. 191 f. Tese (Doutorado em Economia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/109267. Acesso em: 14 maio 2025.
MACINKO, J.; HARRIS, M. J. Brazil’s family health strategy--delivering community-based primary care in a universal health system. N Engl J Med., v. 372, n. 23, p. 2177-2181, 2015. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1056/NEJMp1501140. Acesso em: 14 maio 2025.
OLDS, D. L. et al. Enduring effects of prenatal and infancy home visiting by nurses on maternal life course and government spending: follow-up of a randomized trial among children at age 12 years. Arch Pediat Adolesc Med., v. 164, n. 5, p. 419-424, maio 2010. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3249758/pdf/nihms344055.pdf. Acesso em: 14 maio 2025.
PINTO, C. Pareamento. In: MENEZES-FILHO, N. (Ed.). Avaliação econômica de projetos sociais. São Paulo: Dinâmica, 2012. p. 85-105.
RIBEIRO, R.; CACCIAMALI, M. C. Impactos do Programa Bolsa-Família Sobre os Indicadores Educacionais. Revista Economia, maio/ago. 2012.
ROCHA, R.; SOARES, R. R. Evaluating the impact of community-based health interventions: evidence from Brazil's Family Health Program. Health Economics, [S. l.], v. 19, p. 126-158, 2010. Disponível em: https://doi.org/10.1002/hec.1607. Acesso em: 14 maio 2025.
ROSENBAUM, P.; RUBIN, D. The central role of the propensity score in observational studies for causal effects. Biometrika, v. 70, p. 41-55, 1983.
ROSENZWEIG, M. R.; SCHULTZ, T. P. Estimating a Household Production Function: Heterogeneity, the Demand for Health Inputs, and Their Effects on Birth Weight. Journal of Political Economy, v. 91, n. 5, p. 723-746, 1983. Disponível em: http://www.jstor.org/stable/1837367. Acesso em: 14 maio 2025.
ROSSALES DA SILVA, K. et al. Saneamento Básico e Mortalidade Infantil: Uma análise via painel espacial para os municípios brasileiros. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, v. 16, n. 1, p. 29-56, 2023. Disponível em: https://revistaaber.org.br/rberu/article/view/804. Acesso em: 14 maio 2025.
RUTTER, M. The promotion of resilience in the face of adversity. In: Family Count: Effects on Child and Adolescent Development. New York: Cambridge University Press, 2006.
SCHNEIDER, B.; COLEMAN, J. S. Parents, their children, and schools. The Stata Journal, v. 9, n. 4, p. 524-546, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1177/1536867X0900900402. Acesso em: 14 maio 2025.
SOARES, M. M. Mortalidade infantil no município de Palmares do Sul/RS: análise da efetividade do Programa Primeira Infância Melhor. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Gestão em Saúde) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2019. Lume Repositório Digital. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/201882. Acesso em: 16 maio 2025.
UNICEF - FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA. As múltiplas dimensões da pobreza na infância e na adolescência no brasil. [S. l.]: Unicef Brasil, 2023. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/media/27216/file/multiple-dimensions-of-child-poverty-in-brazil. Acesso em: 14 maio 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Thalles F. Terra Gago, Eduardo Gonçalves, Marcel de Toledo Vieira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.




