SOBREVIVÊNCIA DE EMPRESAS INOVADORAS E NÃO-INOVADORAS: UMA ANÁLISE PARA AS MACRORREGIÕES BRASILEIRAS
DOI:
https://doi.org/10.61673/ren.2026.2722Palabras clave:
Inovação, Brasil, Sobrevivência , EmpresaResumen
O tema da sobrevivência de empresas relacionado às atividades inovativas ganhou relevância a partir da difusão dos trabalhos de autores neoschumpeterianos. Em geral, os trabalhos identificam uma causalidade positiva entre inovação e sobrevivência de empresas em diferentes países e regiões. O presente trabalho pretende contribuir com essa discussão ao relacionar a sobrevivência com as atividades inovativas das empresas. O objetivo é verificar se há diferenças regionais nas taxas de sobrevivência de empresas industriais considerando-se empresas inovadoras e não inovadoras. A desagregação regional justifica-se pelas históricas desigualdades regionais brasileiras, que se ampliam quando se trata de atividades inovativas, dada sua maior concentração nas regiões Sul e Sudeste. Os dados foram obtidos no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a partir de um cruzamento das bases de dados da Pesquisa de Inovação e do Cadastro Geral de Empresas. As empresas foram separadas em inovadoras e não inovadoras, e os dados desagregados pelas grandes regiões brasileiras, a fim de acompanhar as taxas de sobrevivência no período de 2000-2018. Verificou-se que em todas as regiões brasileiras as empresas inovadoras têm taxas de sobrevivência maiores. Entretanto, as taxas de sobrevivência se diferenciam segundo as regiões brasileiras, sendo maiores para as regiões Sul e Sudeste.
Descargas
Citas
BASILE, R.; PITTIGLIO, R; REGANATI, F. Do agglomeration externalities affect firm survival? Regional Studies, v. 51, n. 4, p. 548–562, 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.1080/00343404.2015.1114175.
BEDÊ, M. A. (Coord.). Sobrevivência das empresas no Brasil. Brasília: SEBRAE, 2016. Disponível em: https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/sobrevivencia-das-empresas-no-brasil-102016.pdf. Acesso em: 14 jan. 2022.
BOTELHO, M. R. A.; SOUSA, G. F.; CARRIJO, M. C.; FERREIRA, J. B.; SILVA, A. C. Survival determinants for Brazilian companies, 1996 to 2016. Journal of Industrial and Economic Business, v. 49, p. 1-34, 2022. DOI: https://doi.org/10.1007/s40812-022-00217-1.
BRANDÃO, C. A. Mudanças produtivas e econômicas e reconfiguração territorial no Brasil no início do Século XXI. Revista Brasileira Estudos Urbanos e Regionais, v. 21, n. 2, p. 258-279, 2019. DOI: https://doi.org/10.22296/2317-1529.2019v21n2p258.
______. Processo de Industrialização e disparidades inter-regionais no Brasil: a necessidade de diálogo entre as políticas industriais e as políticas regionais. In: DE TONI, J. (Org.). Dez anos de Política Industrial: balanço e perspectivas. Brasília: ABDI, 2015, p. 93-110.
BUDDELMEYER, H.; JENSEN, P.H.; WEBSTER, E. Innovation and the determinants of company survival. Oxford Economic Papers, v. 62, n. 2, p. 261-285, 2010. DOI: https://doi.org/10.1093/oep/gpp012.
CANO, W. Desconcentração produtiva regional no Brasil, 1970-2005. São Paulo: Editora UNESP, 2008.
______. Desequilíbrios regionais e concentração industrial no Brasil, 1930-1995. Campinas: UNICAMP/IE, 1998.
______. Novas determinações sobre as questões regional e urbana após 1980. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, v. 13, n. 2, p. 27, 2011. DOI: https://doi.org/10.22296/2317-1529.2011v13n2p27.
CEFIS, E.; BETTINELLI, C.; COAD, A.; MARSILI, O. Understanding firm exit: a systematic literature review. Small Business Economics, v. 59, p. 423–446, 2022. DOI: https://doi.org/10.1007/s11187-021-00480-x.
CEFIS, E.; MARSILI, O. Survivor: The role of innovation in firms’ survival. Research Policy, n. 35, p. 626-41, 2006.
CÉSPEDES, C. H. R.; FOCHEZATTO, A.; VELOSO, L. J. Análise de sobrevivência de empresas: um estudo longitudinal da coorte de 2007 no Rio Grande do Sul. Geosul, v. 35, n. 76, p. 557-579, set./dez. 2020. DOI: http://doi.org/10.5007/2177-5230.2020v35n76p557.
CIMOLI, M.; DOSI, G.; NELSON. R.; STIGLITZ, J. Industrial Policy and Development: The Political Economy of Capabilities Accumulation. Oxford and New York: Oxford University Press. Revista Brasileira de Inovação, Rio de Janeiro, n. 6, v. 1, 2009.
DINIZ, C. C. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração nem continua polarização, Nova Economia, v. 3, n. 1, 1993.
______. A Nova Configuração Urbano-Industrial no Brasil. In: KON, A. (org.). Unidade e fragmentação – a questão regional no Brasil. São Paulo: Editora Perspectiva, 2002.
______. Corrida científica e tecnológica e reestruturação produtiva: impactos geoeconômicos e geopolíticos. Revista Brasileira Estudos Urbanos e Regionais, v. 21, n. 2, p. 241-257. São Paulo, 2019. DOI: https://doi.org/10.22296/2317-1529.2019v21n2p241.
DINIZ, C. C.; MENDES, P. S. Tendências regionais da indústria no século XXI. Texto para Discussão IPEA, n. 2640. Brasília: Rio de Janeiro, 2021.
EBERT, T.; BRENNER, T.; BRIXY, U. New firm survival: the interdependence between regional externalities and innovativeness. Small Business Economics, n. 53, p. 287–309, 2018. DOI: https://doi.org/10.1007/s11187-018-0026-4.
EDLER, J.; FAGERBERG, J. Innovation policy: what, why, and how. Oxford Review of Economic Policy, n. 33, v. 1, 2017.
FERREIRA, L. F. F.; OLIVA, F. L., SANTOS, S. A.; GRISI, C. C. H.; LIMA, A. C. Análise quantitativa sobre a mortalidade precoce de micro e pequenas empresas da cidade de São Paulo. Gestão da Produção. São Carlos, v. 19, n. 4, p. 811-823, 2012.
FONTENELLE, O. F. Uma investigação dos fatores econômicos que influenciam na sobrevivência de micro e pequenas empresas do estado do Ceará no período de 2002 a 2006. Dissertação (Mestrado em Economia). Fortaleza: UFC, 2009.
FMI - FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL. Industrial policy is back but the bar to get it reight is high, 2024. Disponível em: https://www.imf.org/en/Blogs/Articles/2024/04/12/industrial-policy-is-back-but-the-bar-to-get-it-right-is-high. Acesso em: 15 set. 2024.
IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Base de dados da PINTEC e Base de dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE). [tabulação especial]. 2021. Disponibilizada por e-mail em 2021.
LUNDVALL, B. Å.; BORRÁS, S. Science, Technology and Innovation policy. The Oxford Handbook of Innovation. 2005.
LAPLANE, M.; LAPLANE, A. Planes industriales y los desafíos del desarrollo sostenible en Brasil. In: CIMOLI, M; CASTLLO, M. (eds) Políticas industriales y tecnológicas en América Latina, 2017, p. 133-174.
MCTI - MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO. Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2012-2015. Brasília, 2012.
MIRRA, E.; SALERNO, M. S. ABDI: a que veio, a que ficou. In: DE TONI, J. (Org.). Dez anos de Política Industrial: balanço e perspectivas (Orgs.). Brasília: ABDI, 2015, p. 113-130.
MONTEIRO NETO, A.; SILVA, R. O.; SEVERIAN, D. Região e indústria no Brasil: ainda a continuidade da “desconcentração concentrada”? Economia e Sociedade, Campinas, v. 29, n. 2, p. 581-607, 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1982-3533.2020v29n2art09.
NASSIF, A.; CASTILHO, M. Trade patterns in a globalised world: Brazil as a case of regressive specialization. Cambridge Journal of Economics, v. 44, p. 671–701. 2020.
PACHECO, C. A. Fragmentação da Nação. Campinas: UNICAMP/IE, 1998.
PÉREZ, S. E; CASTILLEJO, J. A. M. The Resource-Based Theory of the Firm and Firm Survival. Small Business Economics, v. 30, n. 3, p. 231–249, 2008. DOI: https://doi.org/10.1007/s11187-006-9011-4.
RENSKI, H. External economies of localization, urbanization and industrial diversity and new firm survival. Papers in Regional Science, v. 90, n. 3, 2011. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1435-5957.2010.00325.x.
RESENDE, M.; CARDOSO, V.; FAÇANHA, L. O. Determinants of survival of newly created SMEs in the Brazilian manufacturing industry: an econometric study. Empirical Economics, v. 50, p. 1255–1274, 2016. DOI: http://doi.org/10.1007/s00181-015-0981-4
RIBEIRO, C. G.; CARDOZO, S. A.; MARTINS, H. Dinâmica regional da indústria de transformação no Brasil (2000-2017). Revista Brasileira Estudos Urbanos e Regionais, v. 23, p. 1-31, 2021. DOI: https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.202120.
ROSENBUSCH, N.; BRINCKMANN, J.; BAUSCH, A. Is innovation always beneficial? A meta-analysis of the relationship between innovation and performance in SMEs. Journal of Business Venturing, n. 26, v. 4, p. 441-457, 2011. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jbusvent.2009.12.002.
SABOIA, J. A continuidade do processo de desconcentração regional da indústria brasileira nos anos 2000. Nova Economia, v. 23, n. 2, 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-63512013000200001.
SCHAPIRO, M. C. Ativismo Estatal e Industrialismo Defensivo: Instrumentos e Capacidades na Política Industrial Brasileira. In: GOMIDE, A. A.; PIRES, R. R. C. (Editores). Capacidades Estatais e Democracia: Arranjos Institucionais de Políticas Públicas. Brasília: IPEA, 2014. p. 239-265.
SOETE, L. From Industrial to Innovation Policy. Journal of Industry, Competition and Trade, v. 7, p. 273–284, 2007. DOI: https://doi.org/10.1007/s10842-007-0019-5.
STEINDL, J. Pequeno e Grande Capital: Problemas econômicos do tamanho das empresas. São Paulo: Hucitec, 1990 [1945].
SUZIGAN, W.; VILLELA, A. V. Industrial Policy in Brazil. Campinas: Instituto de Economia/UNICAMP. 1997.
SUZIGAN, W.; FURTADO, J. Política industrial e desenvolvimento. Revista de Economia Política, v. 26, n. 2, p. 163-185, 2006.
UGUR, M.; TRUSHIN, E.; SOLOMON, E. Inverted-U Relationship between Innovation and Survival: evidence from firm-level UK Data. SSRN Electronic Journal, p. 1-38, 2015. DOI: https://dx.doi.org/10.2139/ssrn2693932.
UGUR, M.; VIVARELLI, M. Innovation, Firm Survival and Productivity: the State of the Art. Economics of Innovation and New Tecnology, v. 30, n. 5, p. 433-67, 2020.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Marisa dos Reis Azevedo Botelho, Soraia Aparecida Cardoso, Ana Paula Macedo de Avellar, Ariana Cericatto da Silva

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.




