DESIGUALDADES PERSISTENTES E PRODUTIVIDADE NO NORDESTE BRASILEIRO: SIMULAÇÕES PARA A AGENDA 2030
DOI:
https://doi.org/10.61673/ren.2027.3213Palavras-chave:
Produtividade , redução de desigualdade, modelos de simulação regionalResumo
Tendo como referência os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a meta de 2030, este estudo examina, por meio de simulações com o modelo International Futures (IFs) adaptado aos estados brasileiros, os impactos regionais de políticas de aumento da produtividade e redução de desigualdades, com ênfase no Nordeste, no período pré-pandemia. Os resultados evidenciam que o crescimento do PIB per capita brasileiro e latino-americano seria inferior à média mundial, e que choques de produtividade poderiam melhorar significativamente essa trajetória. Entretanto, mesmo a combinação de ganhos de produtividade e redução de desigualdades não altera substancialmente as disparidades regionais: nenhum estado nordestino alcançaria 75% do PIB per capita nacional em 2030. Apesar de a extrema pobreza reduzir-se mais nos cenários de equidade, sua erradicação não seria alcançada. Conclui-se que políticas regionais específicas são imprescindíveis para acelerar a redução das desigualdades no Brasil.
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