LÁCTEOS
v. 11, n. 448, agosto, 2026
Palavras-chave:
Lácteos, Semiárido, Nordeste, Produção, DesafiosResumo
A cadeia brasileira de lácteos avançou de forma moderada no primeiro semestre de 2026, com captação formal de 13,4 bilhões de litros, alta de 1,81% frente ao mesmo período de 2025. O Nordeste cresceu 2,93%, acima da média nacional, e alcançou 1,26 bilhão de litros, com Sergipe, Bahia e Ceará concentrando 69,3% do volume regional. A recuperação do preço do leite favoreceu a receita dos produtores, mas as margens continuaram pressionadas pelos custos da alimentação, energia, transporte e capital de giro. No comércio exterior, o déficit brasileiro aumentou 15,71%, para US$723,72 milhões entre janeiro e agosto, refletindo o avanço das importações de leite em pó e queijos. O risco de crédito permanece administrável, porém crescente e desigual entre produtores e empresas. No Nordeste, o fortalecimento do El Niño amplia a exposição a chuvas irregulares, calor, restrição hídrica e menor oferta de forragem, fatores que podem reduzir a produção, elevar a suplementação alimentar e comprometer a capacidade de pagamento. Água, reservas forrageiras, produtividade, liquidez e gestão de custos tornam-se, portanto, fatores decisivos para a resiliência financeira da atividade.