COMÉRCIO
v. 11, n. 441, agosto, 2026
Keywords:
Renda, Emprego, Nordeste, Consumo, CréditoAbstract
O Brasil avança em ritmo moderado em 2026, apoiado pelo mercado de trabalho ainda resiliente, pela renda real e pelo consumo das famílias, embora juros elevados e inflação pressionada restrinjam a atividade. No segundo trimestre, a desocupação caiu para 5,4%, com rendimento médio real de R$ 3.738; no Nordeste, a taxa recuou para 7,6% e o rendimento atingiu R$ 2.645, alta anual de 4,9%. O comércio varejista ampliado cresceu 1,9% no primeiro semestre, enquanto o Nordeste avançou 3,3%, impulsionado por Pernambuco e Bahia; no atacado de alimentos, bebidas e fumo, Bahia, Ceará e Pernambuco também superaram a média nacional. Para 2026, o mercado projeta PIB de 1,95%, IPCA de 5,02% e Selic de 13,75%; em 2027, crescimento de 1,5%, inflação de 4,25% e juros de 12%. O varejo deve crescer moderadamente, favorecido por renda, crédito direcionado e programas públicos, mas perder força em 2027 com a desaceleração do emprego, custo financeiro ainda alto e riscos externos sobre energia, alimentos e logística.